
Recomendação é assinada pelo promotor de Justiça Nelson Aparecido Febraio Junior (Divulgação)
O Ministério Público (MP) recomendou a suspensão imediata dos atos finais do Concurso Público nº 001/2026 da Prefeitura de Bariri, realizado no domingo (11). A medida foi formalizada nesta quinta-feira (15), pelo promotor de Justiça Nelson Aparecido Febraio Junior, para apurar possíveis irregularidades na aplicação das provas.
A recomendação é direcionada ao prefeito municipal, à comissão responsável pelo concurso e à empresa Fronte Concursos e Projetos Ltda., organizadora do certame. O documento orienta a suspensão da divulgação dos resultados definitivos, da classificação final e da homologação, além de impedir convocações e nomeações enquanto durar a medida.
Segundo o MP, dois relatos independentes apontam possíveis problemas, como entrega antecipada dos cadernos de questões, fragilidade no controle de celulares, falhas na fiscalização e possível repetição de questões entre as provas aplicadas nos períodos da manhã e da tarde.
O documento também menciona relatos de problemas no atendimento a candidata com deficiência visual, encaminhamento de candidata a sala diferente da prevista e alterações em gabaritos preliminares.
A Promotoria destaca que algumas provas supostamente afetadas pela repetição de questões teriam sido canceladas, enquanto outras teriam sido mantidas, sem apresentação dos critérios técnicos utilizados pela banca.
Prazo e investigação
Os destinatários têm 24 horas, a partir do recebimento da recomendação, para informar se irão acatá-la e comprovar as providências adotadas. O Ministério Público também solicitou, no prazo de 48 horas, documentos e informações relacionados ao concurso.
A recomendação determina ainda a preservação de cadernos de questões, cartões-resposta, atas, registros eletrônicos e imagens de monitoramento. Também orienta que não seja marcada nova data para reaplicação das provas canceladas antes da conclusão da análise.
O Ministério Público ressalta que os fatos ainda estão sob apuração e que a recomendação não significa anulação definitiva do concurso nem comprovação de fraude. O eventual descumprimento poderá resultar em medidas judiciais, inclusive ação civil pública.





















