
Itaju e região despediram-se na terça-feira (9) de Fátima Terezinha Camargo Guimarães. Ela morreu aos 71 anos após complicações decorrentes de internação no Hospital Amaral Carvalho (HAC) de Jaú.
Sua morte teve ampla repercussão, não apenas na região, mas no Estado de São Paulo.
Fátima foi eleita prefeita por quatro vezes. Governou Itaju de 1983 a 1986, de 1993 a 1997, de 2005 a 2008 e de 2009 a 2012. Além disso, costumava emplacar vitórias nas urnas quando apoiava candidatos a prefeito.
Fátima tinha profundo conhecimento da política e sabia canalizar a votação da maioria dos eleitores em sua candidatura ou nos nomes que endossava.
Esse período de quatro mandatos à frente do governo de Itaju permitiu uma série de conquistas para o município.
Mas ela não teve uma atuação de destaque apenas em Itaju. Fátima tinha grande interlocução nas fileiras estaduais do PSDB, num período em que o partido governava o Estado de São Paulo e disputava para valer a presidência da República.
No PSDB Mulher, ela foi eleita Coordenadora de Formação e Cidadania do Secretariado Nacional, papel que a colocou como referência estadual e nacional para a participação política das mulheres, incentivando lideranças femininas e colaborando para que mais vozes fossem ouvidas dentro da política.
Maioria do eleitorado, as mulheres costumam ter uma participação bastante tímida na política. Basta observar políticos que são eleitos para cargos no Executivo e no Legislativo.
Além disso, as mulheres muitas vezes são alvo de ataques dos mais variados possíveis, durante a disputa política ou quando estão no exercício dos cargos, caso sejam eleitas.
Nesse sentido, a atuação de Fátima merece destaque. Mesmo em situações de maior beligerância, ela não baixava a guarda e não fugia da luta.
Com certeza, é possível afirmar que a atuação da ex-prefeita de Itaju serviu de exemplo para muitas mulheres que pensaram ou entraram numa disputa política.
























