
“Bariri e Itaju devem receber recursos a mais no ano que vem do ICMS. Logicamente, que isso irá depender da arrecadação do governo estadual. É como um bolo. Os municípios têm uma fatia a receber, mas é preciso saber se o bolo terá um quilo ou dois quilos”
Há matérias que costumam render muitas curtidas e comentários dos leitores-internautas. Outras, no entanto, passam praticamente batidas, apesar da relevância delas. O Candeia tem a tradição de divulgá-las, independentemente do “apelo” que possam ter junto aos leitores, seja do jornal impresso ou das redes sociais.
Um exemplo é a manchete desta edição, que trata do Índice de Participação dos Municípios (IPM). Trata-se de um levantamento anual feito pela Secretaria Estadual da Fazenda para definir a fatia do bolo do ICMS que cada município paulista terá no próximo exercício.
Os números do IPM do ICMS trazem uma informação que merece ser acompanhada com atenção. Mais do que percentuais e cálculos tributários, eles ajudam a mostrar o tamanho e a movimentação da economia de cada cidade — e têm consequência direta nas receitas que as prefeituras terão à disposição.
No comparativo entre 2024 e 2025, Bariri e Itaju aumentaram sua participação na distribuição do ICMS, enquanto Boraceia registrou redução. Bariri passou de 0,071482 para 0,073539, uma alta de 2,8%. Itaju teve crescimento ainda maior, de 9,2%, enquanto Boraceia caiu 4,7%.
O dado que mais chama a atenção, porém, está no valor adicionado, um dos principais componentes utilizados no cálculo do IPM. Em Bariri, a movimentação considerada para esse cálculo cresceu 12,4%, passando de R$ 1,33 bilhão para R$ 1,50 bilhão. Em Itaju, o salto foi de 69,7%, de R$ 177 milhões para R$ 300,5 milhões. Boraceia também teve crescimento, de 3,6%. O valor adicionado representa a movimentação econômica num município em determinado período, no caso, no ano passado.
Um dado positivo é que a economia real dos três municípios, por meio do valor adicionado, aponta para empresas produzindo, comercializando, prestando serviços e gerando movimentação, numa crescente entre os dois períodos comparados.
Outro ponto é que Bariri e Itaju devem receber recursos a mais no ano que vem do ICMS. Logicamente, que isso irá depender da arrecadação do governo estadual mês a mês. É como um bolo. Os municípios têm uma fatia a receber, mas é preciso saber se o bolo terá um quilo ou dois quilos.
O IPM é uma das formas de medir quanto cada município participa da riqueza que circula no Estado. E mais: qual o emprego será dado a esses recursos, lembrando que o ICMS tem peso importante no orçamento das prefeituras.





















