
Dois assuntos abordados na presente edição do Candeia têm relação entre si e merecem destaque.
Um deles trata de críticas feitas pela vereadora Aline Mazo Prearo (Republicanos) na sessão da Câmara de segunda-feira (17) quanto à atual estrutura de unidades de ensino pertencentes à Prefeitura.
A exposição feita pela vereadora ao Legislativo chegou ao seu conhecimento pelas próprias equipes escolares, que convivem diariamente com uma série de problemas.
Na ocasião, o vereador Daniel de Oliveira Rodrigues (PP) concordou com a fala e disse que os pedidos de emendas impositivas pelas escolas servem justamente para melhorar o ambiente escolar de forma que haja efetiva liberação do dinheiro. Ou seja, em vez de as emendas serem destinadas majoritariamente para as entidades, precisam ser divididas com os próprios órgãos da administração municipal.
O outro assunto é relacionado à entrevista concedida pelo diretor municipal de Esportes, Luiz Carlos Rodrigues Júnior (Luizinho Jholi). Ele fala a respeito das escolinhas de futebol e basquete, relata que outras atividades deverão ser realizadas e que é preciso melhorar espaços voltados ao esporte no município. São boas notícias no curto prazo e necessidade de mais aportes financeiros para o futuro.
Seja na educação, no esporte ou na cultura, uma cidade que pretende oferecer qualidade de vida à população precisa olhar com atenção para seus espaços públicos. Escolas, esportivas, clubes e demais equipamentos municipais não podem ser vistos apenas como estruturas físicas: são ambientes destinados à formação, à convivência e ao desenvolvimento de crianças, adolescentes e de toda a comunidade.
As recentes manifestações na Câmara Municipal e as informações apresentadas pela Diretoria de Esportes mostram que Bariri ainda tem desafios importantes pela frente.
Mais do que construir ou reformar espaços, entretanto, é fundamental garantir que eles tenham programação permanente. Uma quadra recuperada, mas sem atividades, perde parte de sua finalidade. Uma piscina fechada, um clube subutilizado ou uma praça esportiva sem projetos deixam de cumprir o papel social para o qual foram destinados.
Por isso, é importante que o município estabeleça prioridades claras e um planejamento contínuo de investimentos, manutenção e ocupação desses espaços. As limitações orçamentárias são uma realidade, mas também é preciso buscar recursos estaduais e federais, emendas parlamentares e parcerias que permitam acelerar a recuperação da estrutura pública.
Especialmente para crianças e adolescentes, oferecer atividades esportivas, culturais e educacionais deve ser uma prioridade. São oportunidades de convivência, disciplina, aprendizado e desenvolvimento de talentos. Também representam alternativas saudáveis para o tempo livre e ajudam a fortalecer os vínculos entre os jovens e a própria comunidade.





















