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Superintendente do Saemba afirma que água de Bariri tem boa qualidade

26 abr, 2019

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Heliton Albranti, superintendente do Saemba: agrotóxicos encontrados estão abaixo dos parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde | Divulgação

O Serviço de Água e Esgoto do Município de Bariri (Saemba) garante que a água fornecida aos moradores da cidade é de boa qualidade. O posicionamento diz respeito à matéria veiculada pelo Candeia no sábado, dia 20.
Segundo a reportagem feita pela Agência Pública, a água que abastece o município de Bariri possui 27 diferentes agrotóxicos, sendo 11 deles associados a doenças crônicas como câncer, defeitos congênitos e distúrbios endócrinos.
Além disso, apenas o agrotóxico glifosato foi detectado acima do limite considerado seguro na União Europeia.
O superintendente do Saemba, Heliton Albranti, explica que a cada seis meses é feita análise da água de Bariri, tanto do Manancial São Luiz, como dos poços subterrâneos.
Segundo ele, nas análises são encontrados agrotóxicos, mas nunca acima dos parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
A última análise da água de Bariri ocorreu em 13 de novembro do ano passado. O trabalho foi feito pela Centerlab Ambiental.
Há levantamento de quais substâncias químicas orgânicas e inorgânicas e agrotóxicos estão presentes na água e em qual quantidade.
O jornal teve acesso à análise das águas do manancial, da Estação de Tratamento de Água (ETA) e do poço situado no Jardim Nova Bariri.
Nos três locais foram encontrados 26 tipos de agrotóxicos, sendo que 24 deles estavam abaixo do valor máximo permitido pela Portaria de Consolidação nº 5, de 3 de outubro de 2017, do Ministério da Saúde.
Outros dois (aldicarbe e aldrin) tiveram o mesmo resultado do máximo permitido. Albranti destaca que nas análises da água de Bariri não são encontrados coliformes fecais e totais.
No caso do glifosato, o resultado de novembro de 2018 apontou para resultado dez vezes abaixo do máximo permitido pelo Ministério da Saúde.

Associação se posiciona sobre uso de agrotóxicos

O agronegócio é um setor econômico que influencia de forma significativa no desenvolvimento do Brasil. O País é líder na produção e na exportação de soja, milho, açúcar, algodão, laranja, entre outras culturas.
De acordo com o vice-presidente da Associação dos Fornecedores de Cana da Região de Bariri (Assobari), José Fausto Tanganelli Filho, esse desenvolvimento é conquistado com a união da produção do campo e da maior consciência e respeito ambiental.
Nos últimos anos houve aumentos da produtividade em detrimento da expansão da área cultivada: 65% do território brasileiro continua coberto por matas nativas. Nos últimos 35 anos a produção de grãos no Brasil aumentou 198%, enquanto a área cultivada cresceu apenas 28%.
“Estamos também assustados com notícias de contaminações por agrotóxicos encontrados em mananciais e alimentos”, diz Tanganelli Filho. “São pesquisas que precisam ser analisadas e usadas para um melhor controle do seu uso, tem sua extrema importância, usamos os mesmos recursos hídricos para a nossa sobrevivência.”
Segundo o vice-presidente da Assobari, é preciso destacar o empenho e grandes mudanças na produção agrícola brasileira, na preocupação e melhoria na sustentabilidade e no uso consciente dos agroquímicos.
Explica que o uso dos agrotóxicos é essencial nas práticas produtivas das diferentes culturas e que o Brasil, por ser um país tropical, possui dinâmica das pragas, doenças e plantas daninhas diferentes dos países de climas temperados.
“Se os produtos fitossanitários não fossem utilizados, a produção agrícola sofreria redução da ordem de 50%. Sem defensivos seria necessário dobrar a área cultivada, aumentaria e muito os preços dos alimentos”, comenta Tanganelli Filho.
Ao longo dos anos o aumento das pesquisas trouxe muitos avanços na produção agrícola, as doses dos produtos fitossanitários usados no Brasil foram reduzidas em quase 90% e a toxicidade aguda em mais de 160 vezes.
Através das revendas de produtos fitossanitários, cooperativas e associações estão em pleno desenvolvimento técnico e social trazendo ao produtor e seus familiares e colaboradores as melhores e técnicas sustentáveis para a produção.
“Na Assobari aplicamos métodos já conhecidos como o manejo integrado de pragas (MIP), tão bem implementado em parceria com as usinas no controle da broca da cana, utilizando o controle biológico sem uso de inseticidas”, diz o vice-presidente.
Outra medida é a prescrição e acompanhamento de todo o preparo da área, escolha do material genético com maior resistência da planta e a rotação de culturas, com o vazio sanitário, obediência ao intervalo de segurança (tempo entre a aplicação e a colheita, buscando a melhor performance da cultura e trazendo menor impacto ambiental.
Há oito anos foi elaborado um modelo de cultivo de cana-de-açúcar sustentável como a primeira associação com protocolo de produção reconhecido mundialmente. A Assobari recebeu a certificação Bonsucro e possui parcerias com ONGs WWF Brasil e Solidaridad em busca de cadeias sustentáveis de valor.
“Reconhecemos que há um grande caminho pela frente, uma necessidade contínua em educação e treinamento, para que as boas práticas agrícolas sejam cada vez mais adotadas, uma busca mútua na produção e conservação hídrica e ambiental”, finaliza Tanganelli Filho.

Palestra tratou do assunto em 2005 em Bariri

Em março de 2005 a bióloga Illona Stoppelli proferiu na Câmara Municipal de Bariri a palestra “O Risco do contato com os agrotóxicos”.
Conforme publicação feita pelo Candeia à época, o tema teve como fundamento sua tese de doutorado “Agricultura, ambiente e saúde: uma abordagem sobre o risco do contato com os agrotóxicos a partir de um registro hospitalar de referência regional”.
Illona discorreu sobre os agrotóxicos e sua relação com homem e o ambiente. Segundo a palestrante, no ano de 2000 o uso de pesticidas agrícolas e domésticos foi responsável por 17% das intoxicações e 57% dos óbitos. Ela citou a relação que pode ocorrer entre alguns agrotóxicos e a depressão, o nervosismo e o suicídio, principalmente os que possuem manganês em sua composição.
Illona rastreou casos de câncer para a profissão trabalhador rural através de registros do Hospital Amaral Carvalho para os anos de 2000 a 2002, usando um indicador de número de casos por habitante, buscando relacionar agrupamentos ou outras distribuições geográficas.
De posse desses dados, Bariri apresentou um índice de 24,1 casos de câncer de todos os tipos, entre trabalhadores rurais de ambos os sexos e faixas etárias variadas, para o período estudado (3 anos) para cada 10.000 habitantes.
Com os registros de casos positivos e negativos, bem como dos trabalhadores expostos (rurais) e não expostos (outras profissões), a pesquisadora chegou ao índice de 1,6 de risco relativo, ou seja: em Bariri os trabalhadores rurais expostos aos agrotóxicos apresentam 1,6 chance maior de apresentar caso positivo de câncer do que outra profissão.
A palestrante destacou que é importante que sejam desenvolvidos trabalhos e ações futuras, seja na área de educação ambiental, técnica, saúde ou política.

José Fausto Tanganelli Filho, vice-presidente da Assobari: aumento das pesquisas trouxe muitos avanços na produção agrícola | Divulgação

Da Redação

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