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Apresentação do balanço contábil foi feita na manhã de terça-feira: despesas superam receitas / Robertinho Coletta/Candeia

Alcir Zago

No período de 10 de setembro a 31 de dezembro de 2018 a Santa Casa de Bariri apresentou déficit real de R$ 14,3 mil. Os números foram apresentados na manhã de terça-feira, dia 29, pelo Escritório Exato Assessoria Contábil e Gerencial, contratado pelo hospital para a verificação das receitas e despesas.
Conforme as representantes do escritório, Regina Celia de Godoy Paulino e Elaine Aparecida de Alice Poli, os números relacionados aos demonstrativos gerenciais foram específicos do período de intervenção da prefeitura de Bariri na Santa Casa.
Ou seja, as receitas e despesas do período em que a Organização Social Vitale Saúde gerenciou o hospital não foram consideradas no relatório. A auditoria que compreende o período maior está a cargo da empresa Azevedo Assessoria e Auditoria.
A demonstração de resultado de 10 de setembro a 31 de dezembro apontou para um total de R$ 1,7 milhão de receita, sendo R$ 694 mil do Sistema Único de Saúde (SUS) e R$ 825 mil para a manutenção do pronto-socorro.
As despesas somaram R$ 2,5 milhões no período, sendo R$ 1,095 milhão com pessoal e R$ 961 mil com médicos plantonistas. Segundo Regina, o déficit de aproximadamente R$ 800 mil não leva em consideração provisionamentos de receitas e despesas como 13º salário e encargos a recolher. Por esse motivo, a opção foi apresentar também o déficit real, com valor inferior.
A Comissão Interventora pretende discutir judicialmente a separação dos CNPJs da matriz (Santa Casa de Bariri) e de filiais administradas pela Vitale Saúde.
Perguntada sobre condenação da Justiça Trabalhista por verbas rescisórias não quitadas e cobranças de fornecedores no período anterior à intervenção, Regina disse que cabem recursos e que haverá questionamentos dos débitos. Admitiu que futuramente o hospital poderá arcar com despesas assumidas pelos gestores anteriores.

Partos

O interventor da Santa Casa de Bariri, Fábio Zenni, comentou na reunião que houve melhora no atendimento desde que a prefeitura de Bariri fez a requisição administrativa do hospital.
Citou que de janeiro a agosto de 2018 houve média mensal de 10 partos feitos na Santa Casa de Jaú. Após a intervenção, o número caiu para média mensal de três partos. Disse que houve contratação de pediatras e manutenção de equipe com obstetra e anestesista.
Outro ponto citado por Zenni é que 24h por dia há dois médicos plantonistas no pronto-socorro. Antes havia dois profissionais das 7h às 19h e um das 19h às 7h. De acordo com ele, os médicos que fazem plantões à distância também tiveram um aumento nas remunerações.
A partir de março a Comissão Intervencionista deve assumir a escala de plantões de médicos plantonistas e viabilizar cirurgias eletivas na Santa Casa de Bariri. Também pretende atuar na tentativa de liberar recursos de emendas feitas por deputados, os quais ficaram represados por falta da Certidão Negativa de Débito (CND) do hospital.
Um ponto a ser tratado pelo Executivo municipal é a necessidade de que as prefeituras de Boraceia e de Itaju façam aportes mensais para manutenção do atendimento médico, em especial o pronto-socorro. No fim de 2018 cada município repassou R$ 60 mil para o hospital baririense.