Reunião do conselho foi realizada segunda-feira na Sala de Licitações da prefeitura – Alcir Zago/Candeia
Alcir Zago
Dois assuntos nortearam as discussões da reunião de segunda-feira, dia 1º, do Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Bariri. O encontro ocorreu na Sala de Licitações da prefeitura.
O primeiro foi com relação à intervenção do Executivo na Santa Casa de Bariri. Na reunião de maio o conselho emitiu parecer contrário à aprovação das contas do hospital no período entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2018.
A comissão de fiscalização apontou que os plantões à distância não são especificados por especialidades, há funcionários pagos com recursos do convênio são registrados fora do PS, isto é, são vinculados à Santa Casa de Bariri, falta de comprovação de atividades dos funcionários disponibilizados para serviços e ausência de separação das contas onde constam os repasses feitos por Itaju e Boraceia.
Presente à reunião desta semana, o vice-presidente do CMS, Murilo Ocon Pereira, disse que assim que o parecer se tornou público ele foi demitido da Santa Casa sem qualquer tipo de justificativa. Por conta disso, relatou que irá procurar a Justiça.
O presidente do conselho, Rodrigo Felício Zanuto de Oliveira, comentou também que recebeu ofício do hospital em 30 de maio. O documento cobrava uma série de informações do CMS, como cópia de atas. Oliveira respondeu que as solicitações contavam no site da prefeitura de Bariri.
“Todos os nossos atos foram aprovados pelo Tribunal de Contas do Estado, incluindo as atas”, disse ele.
Oliveira comentou que havia recebido a prestação de contas da Santa Casa referente a maio, mas que até o momento não foi entregue o relatório da auditoria para saber a situação do hospital antes da intervenção (ocorrida em setembro do ano passado).
Concurso para médicos
Presente ao encontro do CMS, a diretora municipal de Saúde, Angélica Fanti Moço, disse que o setor fez remanejamento de funcionários de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e de Estratégias Saúde da Família (ESFs).
Segundo ela, as mudanças tiveram como parâmetro os concursos públicos prestados pelos servidores. O intuito da pasta foi corrigir possíveis desvios de função.
A diretora mencionou também que estão sendo feitos agendamentos para cirurgias plásticas. De acordo com ela, desde 2012 não havia encaminhamento para esse tipo de procedimento.
Outra medida tomada pelo setor será a abertura de concurso público para contratação de médicos, como neurologista, psiquiatra, pediatra e ginecologista. Na área de gastroenterologia é esperado o retorno à rede municipal do médico Luiz Carlos Ferraz do Amaral.
Angélica comentou ainda que a diretoria fez licitação para cirurgias eletivas e para cateterismo. O objetivo é atender dez pessoas por mês para esse tipo de procedimento.
Outra medida é retorno, pela rede municipal, da colocação de dispositivo intrauterino (DIU) em mulheres.

























