A água que abastece o município de Bariri possui 27 diferentes agrotóxicos, sendo 11 deles associados a doenças crônicas como câncer, defeitos congênitos e distúrbios endócrinos (veja quadro). Somente um deles estava acima do permitido.
Os dados são do Ministério da Saúde e foram obtidos e tratados em investigação conjunta da Repórter Brasil, Agência Pública e a organização suíça Public Eye. A ampla reportagem da Agência Pública foi reproduzida na íntegra, por exemplo, pela Revista Exame.
As informações são parte do Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua), que reúne os resultados de testes feitos pelas empresas de abastecimento.
Em relação a Bariri, o agrotóxico glifosato foi detectado acima do limite considerado seguro na União Europeia.
Em Boraceia foi encontrado apenas um agrotóxico na água (molinato). Em Itaju foram localizados cinco, sendo carbendazim, glifosato e mancozebe associados a doenças crônicas como câncer, defeitos congênitos e distúrbios endócrinos; além de aldicarbe e aldrin.
Oito testes
Um coquetel que mistura diferentes agrotóxicos foi encontrado na água de uma em cada quatro cidades do Brasil entre 2014 e 2017. Nesse período, as empresas de abastecimento de 1.396 municípios detectaram todos os 27 pesticidas que são obrigados por lei a testar.
Conforme o estudo da Agência Pública, foram oito testes realizados em Bariri entre março de 2014 e agosto de 2017.
O Estado de São Paulo foi o que mais registrou o coquetel de agrotóxicos no País. São mais de 500 cidades, incluindo a grande São Paulo – Guarulhos, São Bernardo do Campo, Santo André e Osasco – além da própria capital. E algumas das mais populosas, como Campinas, São José dos Campos, Ribeirão Preto e Sorocaba.
Conforme a reportagem, as ações de controle e prevenção só podem ser tomadas quando o resultado do teste ultrapassa o máximo permitido em lei. No entanto, o Brasil não tem um limite fixado para regular a mistura de substâncias. Essa é uma das reivindicações dos grupos que pedem uma regulação mais rígida para os agrotóxicos. (A reportagem completa por ser lida no site https://apublica.org).
Agrotóxicos encontrados em Bariri
Foram encontrados 11 agrotóxicos associado a doenças crônicas como câncer, defeitos congênitos e distúrbios endócrinos
Alaclor (15 detecções em 17 testes)
Atrazina (15 detecções em 17 testes)
Carbendazim (12 detecções em 14 testes)
Clordano (15 detecções em 17 testes)
DDT + DDD + DDE (15 detecções em 17 testes)
Diuron (12 detecções em 14 testes)
Glifosato (19 detecções em 21 testes)
Lindano (15 detecções em 17 testes)
Mancozebe (11 detecçõesem 13 testes)
Permetrina (15 detecções em 17 testes)
Trifluralina (15 detecções em 17 testes)
Fonte: Agência Pública
Foram encontrados 16 outros agrotóxicos
2,4 D + 2,4,5 T (15 detecções em 17 testes)
Aldicarbe (12 detecções em 14 testes)
Aldrin (15 detecções em 17 testes)
Carbofurano (15 detecções em 17 testes)
Clorpirifós (15 detecções em 17 testes)
Endossulfan (15 detecções em 17 testes)
Endrin (15 detecções em 17 testes)
Metamidofós (15 detecções em 17 testes)
Metolacloro (15 detecções em 17 testes)
Molinato (15 detecções em 17 testes)
Parationa metílica (15 detecções em 17 testes)
Pendimentalina (15 detecções em 17 testes)
Profenofós (15 detecções em 17 testes)
Simazina (15 detecções em 17 testes)
Tebuconazol (15 detecções em 17 testes)
Terbufós (15 detecções em 17 testes)
Fonte: Agência Pública
























