
Tatiane Maia acusa médico de agressão no PS de Itapuí: médico nega e prefeito instaura sindicância – Arquivo pessoal/Facebook
O Jornal Candeia recebeu no dia 4, vídeo via WhatsApp em que uma mulher que procurou o pronto-socorro (PS) de Itapuí alega ter sido agredida pelo médico Jurandir Cataldo. O atendimento foi dado por volta das 22h de quarta-feira, dia 3.
A paciente, ex-vereadora Tatiane Maia, filma o médico e diz que ele a teria ofendido. Menciona também para sair de perto dela e que está ali para ser medicada.
Em sua página no Facebook, Tatiane relata que estava com dor no corpo, coceira e vermelhidão. Por isso, procurou o PS com suspeita de dengue.
Segundo ela, em vez de ser atendida, foi trancada num consultório, oportunidade em que o plantonista teria dito que iria processá-la.
Ao se dirigir a uma médica que estava na unidade, Jurandir teria ido atrás dela. Tatiane cita que começou a gravar pelo celular e, nesse momento, o médico teria agredido-a.
Por causa do incidente, o médico interrompeu o trabalho no plantão. Também cancelou os atendimentos que daria anteontem, dia 4, e ontem, dia 5, em unidade básica de Itapuí.
O jornal apurou que o plantonista saiu pela porta de trás do PS. O motivo é que havia no local um grupo de pessoas que poderia agredi-lo.
Ao Candeia, Jurandir disse que preferiria não se manifestar no momento (sexta-feira, 5). Apenas negou veementemente que tenha agredido a mulher.
Em outubro do ano passado, por seis votos a dois, a Câmara de Itapuí cassou o mandato de Tatiane por falta de decoro parlamentar.
De acordo com os autos do processo instaurado pelo Conselho de Ética do Legislativo após denúncia, a vereadora teria usado a estrutura administrativa da Casa (equipamentos, recursos e funcionário público) em proveito próprio, além de valer-se de seu cargo eletivo para desacatar policiais civis, servidores e funcionários dentro da Delegacia de Itapuí.
Sindicância
O prefeito de Itapuí, Antônio Álvaro de Souza, diz que foi avisado do problema e compareceu ao PS na noite de quarta-feira.
Conta que foi aberta sindicância para apuração dos fatos. Serão ouvidos enfermeiros e técnicos que davam atendimento naquele horário e pacientes que estavam no PS. Também serão usadas imagens feitas por sistema de monitoramento interno e externo.
“Vou aguardar e verificar quem teve responsabilidade nesse caso”, diz o prefeito. “O fato é que houve interrupção do atendimento e tivemos de chamar outro médico.”
O Candeia apurou que dois policiais militares presentes ao PS por causa de outro atendimento verificaram o entrevero que ocorreu no interior do prédio.
Médico se posiciona sobre suposta denúncia

Dr. Jurandir Cataldo emitiu nota através de seu advogado – Foto: Divulgação
Por meio de seu advogado, César Augusto Carra, o médico Jurandir Luis Cataldo posicionou-se sobre alegação da ex-vereadora Tatiane Maia de que teria agredido-a no pronto-socorro de Itapuí na noite de quarta-feira, dia 3.
Em nota de esclarecimento à imprensa e à sociedade, o médico ressalta que sempre se pautou em prestar bom atendimento aos pacientes. Acrescenta que em 13 anos dedicados à medicina jamais foi alvo de procedimento ético-profissional, seja no âmbito do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo ou de qualquer outro Conselho Regional da unidade da federação, além de jamais ter sido condenado por qualquer erro médico.
Segundo Jurandir, buscando o melhor relacionamento com os pacientes e garantir de maior autonomia à vontade deles, “sempre ojerizei qualquer espécie de agressão, pois, enquanto médico, prestando o juramento de Hipócrates, obriguei-me ao sacerdócio de salvar vidas e defender a integridade”.
O médico destaca que a ex-vereadora agiu com interesse político. “A divulgação de mensagens de veracidade duvidosa aliadas a indevida utilização de minha imagem não podem ser permitidas, isso porque, ainda que seja um defensor do direito de crítica e de proteção contra qualquer espécie de violência ao ser-humano, não considero correto que uma pessoa, imbuída exclusivamente por uma ideologia política, compareça a um local destinado a salvar vidas e ali estando passe a injustamente me ofender, seja em minha honra subjetiva, seja com relação as minhas aptidões para o desempenho da medicina”, cita Jurandir.
De acordo com ele, a mulher teve o objetivo de denegrir sua imagem perante a sociedade. Por esse motivo, irá ajuizar ação judicial contra ela. “Pedindo não apenas a exclusão da publicação em questão como também a responsabilização da autora da postagem nas esferas cabíveis, na data de hoje (sábado, dia 6) recebi com alegria o deferimento da liminar, mostrando que mais uma vez a Justiça prevaleceu”, finaliza ele.
























