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Valdevino Galvão, 67 anos, foi vítima de acidente após colisão envolvendo a bicicleta que conduzia com veículo por volta das 12h de terça-feira, dia 4, no cruzamento entre a Avenida Dr. Antonio Galízia e a Rua Campos Sales.

Levado ao pronto-socorro da Santa Casa de Bariri com muito sangramento e fraturas, teria havido demora na transferência dele para a Santa Casa de Jaú em decorrência do grave estado de saúde em que encontrava.

A esposa de Valdevino, Elisabete Andrade Galvão, diz que a demora na remoção do paciente ocorreu primeiramente porque não havia vagas em hospital da região.

Segundo ela, quando a vaga foi disponibilizada em Jaú, teria ocorrido demora na transferência pela UTI Móvel de responsabilidade da prefeitura de Bariri.

Elisabete diz que o veículo da Saúde não dispunha de todos os equipamentos necessários. De acordo com ela, após a realização de traqueostomia no marido, não havia na UTI Móvel equipamento para monitoramento da respiração. Na manhã de ontem, dia 7, ela relatou ao Candeia que Valdevino continuava em estado grave na UTI da Santa Casa de Jaú. “Achei que houve descaso porque em nenhum momento justificaram essa demora”, reclama.

O comerciante Augusto Ferrari Neto acompanhou o atendimento em Bariri. Elisabete trabalha para a família Ferrari.

Segundo ele, a UTI Móvel estaria sem todos os equipamentos necessários e com dificuldades da equipe médica em acoplar o respirador de oxigênio. Ferrari Neto diz que o paciente ficou quase 1 hora esperando para ser transferido a Jaú.

O comerciante alega ter ouvido comentário do motorista da ambulância de que é comum que pessoas mexam nas ambulâncias. Ele elogia o tratamento recebido por Galvão na Santa Casa de Bariri, mas se queixa da demora na transferência.

O Candeia apurou que a UTI Móvel está em bom estado de funcionamento, no entanto, em algumas ocasiões há retirada de equipamentos do veículo. Recentemente nem todos os coletes cervicais que devem ficar no interior do veículo estavam disponíveis.

Outra informação obtida pelo jornal é que parte dos veículos que transportam pacientes está em más condições de uso. Além disso, como a UTI Móvel realiza o transporte de pacientes com frequência, é possível que numa emergência o veículo esteja em outra cidade.

Outro lado

A diretora municipal de Saúde, Samara Ferro Jacó de Carvalho, nega que a demora na transferência de Galvão ocorreu por causa do veículo.

De acordo com ela, o paciente estava em estado grave e houve necessidade de estabilizá-lo para que fosse feita a transferência. Valdevino teve de passar por procedimento cirúrgico antes de sair de Bariri.

Samara afirma que a UTI Móvel tem todo o suporte necessário para transporte de pacientes em estado grave.