Luiz Carlos Ferraz do Amaral, Marco Antônio Gallo e Jésus Fernandes da Costa Júnior continuam como gestores do hospital – Arquivo/Candeia
Alcir Zago
Foi publicado na terça-feira, dia 10, o Decreto nº 5.303, de 2019, prorrogando por mais seis meses a intervenção da prefeitura na Santa Casa de Bariri. O documento foi assinado pelo prefeito Francisco Leoni Neto (PSDB).
Conforme o artigo 1º do decreto, a requisição administrativa do prédio do hospital é válida por mais seis meses, podendo cessar antes do término desse prazo ou ser prorrogada por iguais e sucessivos períodos, se houver interesse público.
Em meados de agosto Neto Leoni disse em entrevista ao Candeia que a ideia era colocar um ponto final na intervenção.
Posteriormente, ele se reuniu com a equipe interventora do hospital (médicos Marco Antônio Gallo, Jésus Fernandes da Costa Júnior e Luiz Carlos Ferraz do Amaral) para tratar do assunto.
Na ocasião, eles discutiram a possibilidade de encerrar a intervenção no hospital, mas chegaram a um entendimento de que, no momento, é necessário que continue a vigorar a requisição administrativa do poder público no prédio do hospital.
Um dos maiores impasses é que a direção da Santa Casa convive com “herança” deixada pela Organização Social (OS) Vitale Saúde.
Gallo disse ao Candeia recentemente que estavam sendo feitos estudos jurídicos para que a gestão do hospital fosse feita por diretoria própria.
Segundo ele, o fator que mais emperrava uma rápida decisão era a dívida deixada pela Vitale Saúde. “O prédio da Santa Casa só não foi penhorado até o momento devido à intervenção”, afirmou o interventor ao Candeia.
Um ano
Há exato um ano a prefeitura decretou a intervenção na Santa Casa de Bariri. Em março deste ano houve prorrogação da medida por mais seis meses.
A justificativa é que a gestão do hospital vinha sendo feita de modo a não garantir um bom atendimento de saúde à população de Bariri e também de cidades da região.
Na ocasião, o Executivo municipal determinou a desabilitação da mesa provedora, da provedoria, da diretoria, administração e outros órgãos de gestão ou aconselhamento.
O então administrador da Santa Casa local, Antonio Marcos Carneiro Pereira, foi quem recebeu a íntegra do decreto das mãos de Neto Leoni. Fábio Zenni deixou o cargo de diretor municipal de Saúde para assumir a função de interventor.
Na ocasião, o prefeito comentou que nos dias anteriores teve reuniões com o Ministério Público (MP) e com o Departamento Regional de Saúde (DRS) de Bauru.
Na noite em que foi decretada a intervenção houve reunião com médicos. Eles foram unânimes em dizer que ficaram alijados das discussões sobre a Santa Casa de Bariri assim que a Vitale Saúde assumiu a gestão da unidade.
Sob a nova gestão, o hospital continuou com os mesmos recursos para administração das partes ambulatorial e de internação (R$ 215 mil por mês via SUS) e para o pronto-socorro (PS) – R$ 350 mil por mês oriundos dos cofres públicos municipais.
Em fevereiro deste ano, Zenni deixou o cargo de interventor após aprovação em concurso público. Seu lugar foi assumido pelo médico Marco Antonio Gallo, com auxílio dos médicos Luiz Carlos Ferraz do Amaral e Jésus Fernandes da Costa Junior.
Neto Leoni encaminhou projeto de lei à Câmara aumentando o repasse ao PS de R$ 350 mil para R$ 400 mil por mês. O Legislativo aprovou a proposta.

























