Dois casos apresentados ao conselho devem ser verificados pela Diretoria Municipal de Saúde – Alcir Zago/Candeia
Alcir Zago
Duas reclamações foram encaminhadas ao Conselho Municipal de Saúde, que realizou sua reunião mensal na segunda-feira, dia 29, na prefeitura de Bariri.
Numa delas, uma mulher disse que há duas semanas a irmã passou mal quando estava nas proximidades da Estratégia Saúde da Família (ESF) 2, unidade situada no prédio verde da Rua Padre João Eid.
Ao procurar atendimento, foi informada que como pertencia a outro bairro da cidade deveria procurar a ESF 4. O prédio fica na Rua José Gonçalves, na Vila Santa Helena.
Com dificuldades, a mulher foi para casa e mais tarde foi levada pelo marido ao pronto-socorro (PS). Lá, o médico que a atendeu disse que a pressão arterial estava muito alta e que poderia ter tido um acidente vascular cerebral (AVC).
Presente à reunião, a diretora municipal de Saúde, Angélica Fanti Moço, explicou que as ESFs devem atender a moradores dos bairros próximos, mas que casos urgentes não podem ser negligenciados. Disse também que iria verificar o que houve na eventual falha no atendimento à mulher.
Diante disso, o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren) dispõe de parecer de “que o atendimento de enfermagem em casos de urgência e emergência deve ser prestado por qualquer equipe de Saúde da Família – eSF, independentemente do indivíduo que receberá o atendimento estar fora da área de abrangência”.
Outro caso relatado na reunião de segunda-feira é que enfermeiro da Santa Casa de Bariri solicitou a presença de ambulância UTI Móvel. A informação dada ao profissional é que naquele momento o motorista responsável pelo veículo não estava disponível.
Nova ligação foi feita mais tarde, com a mesma resposta. Para o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Rodrigo Zanuto de Oliveira, o pedido de UTI Móvel significa que há urgência no transporte de paciente.
Por esse motivo, é preciso que haja motoristas a postos para qualquer eventualidade. Angélica comentou na reunião que também iria verificar essa situação.
Também no encontro desta semana houve apresentação de atendimentos de unidades municipais de saúde referentes a março e aprovação da Programação Anual de Saúde (PAS) 2018.
Oliveira leu recomendações feitas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) de que o conselho não dispõe de local para reuniões e necessita de veículo, computador e impressora. A entidade deve receber prestação de contas da prefeitura e da Santa Casa, hoje sob intervenção.

























