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Uma mulher de 28 anos residente no Jardim Santa Clara, em Bariri, pode estar com sarampo. É o primeiro caso suspeito na cidade desde que a doença passou a preocupar autoridades em saúde no Brasil e no mundo.
O surto é mundial. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o número de casos de sarampo no mundo triplicou nos primeiros sete meses de 2019, considerando o mesmo período do ano em 2018.
A mãe dela relata que no domingo, dia 15, a filha passou a ter inflamação na garganta, febre e dor pelo corpo.
Na madrugada de quinta-feira, dia 19, apareceram pintas vermelhas pelo corpo, inchaço no rosto, entre outros sintomas.
Ela procurou atendimento no pronto-socorro da Santa Casa de Bariri. O médico de plantão relatou que possivelmente se tratava de sarampo e orientou a paciente a usar máscara, ficar em casa sem receber visitas. A única medicação liberada foi Dipirona para controlar a febre. Ontem, dia 20, a paciente apresentava melhora no estado de saúde.
A mãe diz que houve coleta de sangue para exame, que será feito em Bauru. Ela informa que a filha não tomou a vacina contra a doença.
A Diretoria Municipal de Saúde tem conhecimento do caso suspeito e irá se posicionar sobre o assunto quando obtiver mais informações.

Vacina

Os primeiros sintomas do sarampo são febre alta, acima de 38,5°, com duração de quatro a sete dias, e manchas avermelhadas na pele (exantema maculopapular) – começam no rosto e atrás das orelhas, e depois, se espalham pelo corpo.
Geralmente, aparecem entre 10 e 12 dias após o contato com o vírus e podem vir acompanhados de tosse persistente, irritação ocular, coriza e congestão nasal.
Não existe tratamento específico para o sarampo. Para os casos sem complicação, é importante manter uma boa hidratação, suporte nutricional e diminuir a hipertermia. Quando o quadro se agrava e surgem, por exemplo, diarreia, pneumonia e otite média, essas situações devem ser tratadas, normalmente, com o uso de antibioticoterapia.
No caso de crianças acometidas pela enfermidade, a OMS recomenda a administração de vitamina A, a fim de reduzir a ocorrência de casos graves e fatais.
A vacina é a medida de prevenção mais eficaz contra o sarampo. A vacina tetraviral previne contra sarampo, caxumba, rubéola e catapora. Pelo calendário, as crianças tomam duas doses: no 12º mês e no 15º mês de vida.

Bariri tem o primeiro caso suspeito desde que a doença passou a preocupar autoridades em saúde no Brasil e no mundo.