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Mercedes Mosquera Velasquez e Tailin Guerrero Yero estão deixando Bariri Arquivo/Candeia

Duas médicas cubanas do Programa Mais Médicos estão deixando Bariri. O atendimento delas foi suspenso nesta semana após impasse envolvendo o governo cubano e o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro.
A Diretoria Municipal de Saúde avalia que haverá prejuízo à população, pois as médicas atendiam em média 30 pacientes por dia. Mercedes Mosquera Velasquez e Tailin Guerrero Yero chegaram a Bariri em junho de 2017 e atuavam nos Programas Saúde da Família (PSFs). Elas devem retornar a Cuba neste fim de semana.
Bariri contava com quatro médicos do programa. Os dois profissionais nascidos no Brasil e que se formaram fora do País continuam a atuar na cidade.
A Diretoria de Saúde está organizando o sistema para que médicos da rede municipal atendam em alguns dias da semana os pacientes dos PSFs.
Outra medida é buscar a contratação emergencial de profissionais. A previsão do governo é que até 3 de dezembro os médicos sejam repostos.
O Ministério da Saúde abriu nesta semana as inscrições para contratar 8,5 mil médicos para substituir os profissionais cubanos, que deixam o País até dezembro.
Na região, Bariri, Bocaina, Igaraçu do Tietê, Mineiros do Tietê, Pederneiras e Torrinha receberão os selecionados – cidades onde há médicos de Cuba em atuação na rede básica. Para Bariri o edital prevê duas vagas.