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Ação do MP de combate à lavagem de dinheiro cumpriu mandados em casas de Ibitinga e Bauru, de uma mesma família – Divulgação

Cerca de R$ 10 milhões em bens de uma mesma família, que reside em Ibitinga e também em Bauru, foram bloqueados pela Justiça durante uma operação do Ministério Público Estadual. Trata-se de ação de combate à lavagem de dinheiro proveniente do jogo do bicho feita pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), após 4 anos de investigações.

Denominada Sunset, a operação foi deflagrada pelos promotores e servidores na manhã de quarta-feira, 25, com o apoio da Polícia Militar e, até o fim do dia, ao menos cinco veículos de um mesmo proprietário foram apreendidos, sendo três deles considerados de alto valor: uma Land Rover, uma Amarok e um Jetta. Uma grande quantia em dinheiro também foi recolhida e valores em contas bancárias bloqueados.

Gerenciamento em família

Em Ibitinga, mandados de busca foram cumpridos no Centro e no bairro Vale Verde, em imóveis residenciais e empresas da família investigada. A suspeita é de que, juntos, eles atuariam no gerenciamento financeiro de uma organização criminosa voltada ao jogo do bicho na região. “O pai faleceu e teria passado o negócio para os 2 filhos que, juntos com as esposas e uma sogra, são suspeitos de dominarem praças de jogos em Bauru, região e até fora do Estado”, cita o promotor do Gaeco, que pediu para não ser identificado por questões de segurança.

Em Bauru, o grupo seria responsável por cerca de 50 pontos de jogos do bicho, promovidos principalmente em bares e imóveis de fachada residencial. Os bairros em que os mandados de busca foram cumpridos em Bauru, cidade onde a família também possuiria casas e empresa, não foram revelados pelo Gaeco, porque a operação não havia sido finalizada até o fechamento desta edição.

Movimentação milionária

Mapeamento feito pelo Gaeco indica que a família investigada promovia a lavagem de milhões de reais do jogo clandestino por meio de produções rurais dissimuladas, de melancia entre outros alimentos hortifrúti, e também de gado de corte, de propriedades situadas nos Estados de São Paulo e Mato Grosso. Mandados relacionados ao grupo também foram cumpridos em Borborema e Dom Aquino (MT).

“A investigação deve apontar que eles não produziam o que declaravam. A quebra de sigilo fiscal indica movimentação suspeita de, no mínimo, R$ 3 milhões por ano”, comenta o promotor.

Ninguém foi preso durante a operação. Agora, o Gaeco analisará documentos, realizará oitivas e perícias para concluir a investigação.

Fonte: JCNET