O Hospital Amaral Carvalho (HAC) inaugurou na terça-feira, dia 16, um equipamento de radioterapia que irá ampliar os atendimentos em 50%. Com tecnologia de ponta, o acelerador linear Unique, fabricado pela Varian Medical Systems (EUA) foi adquirido com verba de Bancada Paulista da Câmara dos Deputados.
Referência em oncologia, a instituição prioriza a modernização do seu parque tecnológico e comemora a conquista em benefício dos pacientes. O novo dispositivo, somado aos dois aceleradores em funcionamento, totaliza cerca de 200 sessões de radioterapia por dia.
“Esse equipamento também nos permite realizar técnicas com intensidade modulada, ou seja, tratar especificamente o local do tumor com proteção das estruturas normais adjacentes”, relata o radioterapeuta responsável Batista de Oliveira Junior.
Além de expandir o serviço, o novo acelerador trará mais conforto aos pacientes. “Para evitar filas de espera, a Radioterapia funcionava 24 horas por dia. Agora, com mais esse equipamento, passamos a atender toda a demanda em três turnos, entre 4h e 18h”, comentou.
Durante a cerimônia, o médico destacou que o HAC oferece o que existe de mais moderno no mundo em radioterapia e lembrou que isso se deve a pessoas que sempre lutaram por melhorias.
“Há mais de 40 anos atuo nesta instituição. Quando cheguei aqui, era um serviço simples, com suas limitações. Teve início com o médico pioneiro em radioterapia no interior paulista, doutor Sebastião Ernani de Almeida Bueno que tinha uma bomba de cobalto para tratar os pacientes. Hoje, trabalhamos com campos conformados, irradiamos apenas o tumor e os contornos que escolhemos, com apoio de exames de imagem como tomografia, ressonância e PET-CT. Com precisão e segurança incomparáveis. Um avanço que pude acompanhar ao longo desses anos e que muito me orgulha”, disse.
Na ocasião, o presidente do HAC, Alcindo Storti, e o diretor-superintendente, Antonio Luis de Moraes Navarro, ressaltaram a importância dessa nova conquista em favor dos pacientes.
Navarro reforçou que não se faz medicina sem novas tecnologias e parcerias. “Um equipamento como esse custa um investimento que talvez não fosse possível sem a ajuda das emendas parlamentares que nós buscamos, visto que há um déficit na instituição, ou seja, não conseguimos gerar recursos positivos pelo atendimento a pacientes do Sistema Único Saúde (SUS) devido à defasagem da tabela atual”, comentou.

























