Pela sétima vez, jovem ciclista de Itaju, Rafael de Almeida, 26 anos, percorreu 680 dos 2 mil km do Caminho da Fé. O trajeto é inspirado no milenar Caminho de Santiago de Compostela e foi idealizado e desenvolvido para dar estrutura às pessoas que sempre fizeram peregrinação ao Santuário Nacional de Aparecida.
As peregrinações de Rafael ocorreram de 2017 a 2022, sendo que em 2019 ele cumpriu o trajeto duas vezes. Este ano, a romaria foi realizada de 02 a 08 de setembro.
Ele foi só, numa bike Viccini 2×11, com mochila, contendo troca de roupa própria para ciclismo, bermuda e camiseta, escova e pasta de dente e desodorante. Levou ainda o carboidrato em gel, isotônico em pó e banana para repor energia.
Partiu de Itaju e começou a cumprir rotina diária. Não para para almoçar, só um lanche rápido de pão na chapa com café. Ao chegar nos locais de pouso, à tardezinha, se hospeda em pousada credenciada. Banho, janta, pernoite e, após café da manhã, retoma o Caminho da Fé.
Além do pouso, esses locais oferecem aos peregrinos os necessários pontos de apoio, infraestrutura e principalmente informações.
Até chegar à Basílica, são cinco cidades: São Carlos (140 km); Águas da Prata (117 km); Borda da Mata (MG -102 km); Luminosa (MG – 102 km); e Aparecida (104 km).
O trajeto percorre montanhas da Mantiqueira por estradas vicinais, trilhas, bosques e asfalto. No total, segundo Rafael, a altimetria chega a registrar 3.986 metros. Mas compensa. Com belas paisagens e comunidades acolhedoras o Caminho proporciona momentos de reflexão e fé, saúde física e psicológica e integração do homem com a natureza.
“Seguindo sempre as setas amarelas, e a sinalização específica da trilha, vou reforçando meu propósito, observando a natureza privilegiada, superando as dificuldades do Caminho que é a síntese da peregrinação”, relata.
Também é tradição parar para registrar a visita em pontos turísticos ou estratégicos da viagem como Serra de Lima (Andradas-MG); Porteira do Céu (Borda da Mata); escultura do Menino da Porteira (Ouro Fino- MG), monumento à Nossa Senhora e outros.
Rafael relata que a chegada ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida é o ponto alto e de maior emoção da peregrinação. Desta vez chegou por volta das 12h30 e já visitou a imagem da Padroeira do Brasil. Almoçou, tomou um banho e participou da missa das 16h.
Rafael, que hoje está desempregado, afirma que depende da ajuda de amigos e simpatizantes para a aventura. Com poucos recursos, é um percurso baseado na simplicidade dos pontos de apoio, hospedagens e refeições.
Conta que, desta vez, obteve apoio extra de um grupo de Santa Fé do Sul, que compartilhou com ele alimento e água. E mais: no final, não precisou voltar de ônibus como sempre ocorre. Pegou carona com esse grupo até Araraquara, onde amigos de Itaju foram encontrá-lo.

A chegada ao Santuário de Aparecida é o ponto alto e de maior emoção da peregrinação.

É tradição parar para registrar a visita em pontos turísticos ou estratégicos da peregrinação
Da redação
























