Slider

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bariri, Gilson de Souza Carvalho, fez uso da Tribuna da Câmara na sessão de segunda-feira, dia 18.
Um dos assuntos comentados por ele é que a entidade sindical ingressará com ação na Justiça Trabalhista em relação a possível assédio moral ocorrido na Creche Leonor Mauad Carreira e também pedirá investigação ao Legislativo sobre o caso. O alvo dele é a diretora municipal de Educação, Ana Fabíola Camargo Fanton Rodrigues.
De acordo com Carvalho, o Ministério Público do Trabalho (MPT) em Bauru teria reconhecido o crime após ter ouvido servidoras da Educação. O presidente do sindicato comentou ainda que as ameaças aos funcionários continuam e que alguns deles temem represálias.
O dirigente pretende aguardar o prazo até 23 de novembro para que a administração municipal encaminhe informações ao MPT sobre os remanejamentos de cargos na Educação, motivados por problemas de relacionamento entre diretoria e servidoras da creche Leonor para, em seguida, ingressar com a ação judicial.
Outra medida que pretende adotar é protocolar pedido no Legislativo para investigação do caso, via Comissão Especial de Inquérito (CEI).
“Alguns diretores deveriam passar por tratamento psicológico por causa da forma como lidam com seres humanos”, disse Carvalho na Tribuna da Câmara.
Sobre essa questão, o vereador Vagner Mateus Ferreira (PSD) comentou que é grave que haja servidores sendo ameaçados. “Há funcionários com depressão por causa de perseguição, relatou.
Para Carvalho, o setor de Educação não resolveu as desavenças entre diretoria e funcionárias da creche. O caso foi encaminhado à pasta no início de julho, sendo que as comissões Processante e Investigativa decidiram pela advertência verbal às partes envolvidas.
Mais recentemente foram feitas denúncias sobre possível sumiço de dinheiro na creche Leonor. De acordo com o dirigente sindical, a Diretoria de Educação teria ameaçado o conselho fiscal da creche em vez de apurar o caso.
Em relação a esse assunto, o vereador Evandro Folieni (PSDB) mencionou que mães com filhos na unidade de ensino questionaram o dinheiro com a venda de pizzas e promoção de bazar, além de fotos tiradas em festa junina.
Segundo o tucano, o combinado é que cada família receberia três fotos ao custo de R$ 30,00, no entanto, foram entregues duas.

Sem assédio

Em recente entrevista ao Candeia, a diretora municipal de Educação, Ana Fabíola Camargo Fanton Rodrigues, negou que tenha ocorrido assédio moral durante sindicância instaurada pela prefeitura para apurar problemas de relacionamento na creche Leonor.
“Em momento algum houve assédio moral por quem quer que seja, pelo contrário, a presença de membros da administração sempre foi com real intuito de verificar os fatos que ocorriam na unidade com respeito e devida atenção aos funcionários, para apresentar uma situação plausível e garantir um atendimento eficiente e tranquilo à comunidade local, que estava ansiosa pela resolução da situação”, disse Fabíola.

Gilson de Souza Carvalho: Ministério Público do Trabalho (MPT) em Bauru teria reconhecido o crime de assédio moral Z Robertinho Coletta/Candeia

Da Redação