
Uma das testemunhas arroladas pela defesa de Gilson foi o prefeito Airton Pegoraro – Reprodução
A comissão composta por três vereadores da Câmara de Bariri ouviu na sexta-feira (25) nove testemunhas arroladas pela defesa do vereador Gilson de Souza Carvalho (PSB). Trata-se de Comissão Processante (CP) que pede a cassação do mandato do vereador, denúncia protocolada por Camila de Oliveira Faria.
Ela se baseia em investigação feita pelo Ministério Público (MP) em face de Gilson, em que ele teria se apropriado do cargo para supostamente cometer atos de abuso de poder e assédio moral contra funcionárias públicas municipais, como, por exemplo, em relação à professora Dayane Marci Fonseca da Silva, até o ano passado diretora do pólo de Bariri da Univesp.
Estiveram presentes na sede do Legislativo o presidente da comissão, Rubens Pereira dos Santos (PSD), a relatora, Myrella Soares da Silva (União Brasil), e o membro Laudenir Leonel de Souza (PL).
Nas oitivas, Gilson foi acompanhado pela advogada Daniela Aparecida Rodrigueiro.
Foram ouvidos: Marcos Antonio Bertonha (do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bariri), Cilene Maria Fontes (professora), Luisa Helena Colombaro Telles (auxiliar de desenvolvimento infantil), Wellington Polonio Bof (diretor municipal de Desenvolvimento Econômico), Juliana Paulino da Silva (professora e atualmente gestora da Univesp), Benedito Antonio Franchini (funcionário público municipal), Francisco Leandro Gonzalez (vereador), Cinira Moreira Giacone Mazotti (diretora municipal de Educação) e Airton Luis Pegoraro (prefeito de Bariri).
A advogada fez uma série de perguntas às testemunhas. Em resumo, quer demonstrar que a exoneração de Dayane do cargo de gestora da Univesp não foi um pedido exclusivo de Gilson ao prefeito, que membros do grupo político solicitaram mudanças na troca do governo e que a exoneração de Dayane foi um ato tomado exclusivamente por Airton Pegoraro.
Protesto
Num primeiro momento, a comissão propôs que fossem ouvidas as testemunhas e posteriormente denunciante e denunciado. A defesa de Gilson concordou.
No entanto, durante as oitivas, Rubens disse que a denunciante seria ouvida por videoconferência, o que resultou em protesto por parte da advogada Daniela Rodrigueiro.
Segundo ela, a mudança e a falta de fundamentação para a decisão resultariam em grave violação ao contraditório e ampla defesa e ao rito processual.
Por problemas técnicos de equipamento da Câmara de Bariri, a videoconferência com a denunciante acabou não sendo realizada.
O presidente da comissão informou ao Candeia que será marcada data para oitiva de Camila de Oliveira Faria, em primeiro lugar, e posteriormente do vereador Gilson.





















