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Maria Pia disse que pretende atuar para que a procuradoria contribua para combater a discriminação e violência contra a mulher

Na última sessão do dia 7, segunda-feira, a vice-prefeita de Bariri, Maria Pia Betti Pio da Silva Nary (PSDB) utilizou a Tribuna Livre para defender a aprovação de projeto de lei que cria a Procuradoria Especial da Mulher no âmbito da Câmara de Vereadores.
Regina Haddad Barrach Zabalia (MDB), vereadora em Pederneiras também utilizou o espaço a convite do Legislativo, para comentar a importância da proposta e a experiência da procuradoria no município vizinho.
O projeto de criação da Procuradoria da Mulher na Câmara de Bariri é de autoria do vereador Evandro Antônio Folieni (PSDB). Segundo a proposta, o ocupante deve ser escolhido entre os vereadores eleitos, e deve contar com mais dois procuradores adjuntos, indicados pelo primeiro.
Visa garantir maior representatividade, visibilidade e destaque às mulheres na política. A ideia é combater a violência e a discriminação contra as mulheres na sociedade, qualificar os debates de gênero nos parlamentos, e receber e encaminhar aos órgãos competentes as denúncias e anseios da população.
Deve ser ocupado preferencialmente por uma vereadora. Se não houver nenhuma mulher eleita, qualquer vereador poderá ser designado como Procurador Especial da Mulher. Sua permanência acompanha o tempo de mandato do presidente da Casa, ou seja, de dois anos.
Em plenário, Maria Pia comentou que está junto ao vereador Folieni na criação do cargo em Bariri. Disse que pretende atuar para que a procuradoria contribua para combater a discriminação e violência contra a mulher.
Destacou o fato de que a participação da mulher na política no país e no município ainda é mínima e que essa realidade impede que as conquistas avancem. Ressaltou proposituras que apresentou na Câmara enquanto atuava como vereadora e que beneficiam a mulher, como exames de mamografia e disque denúncia.
Disse que devem existir mecanismos que encorajem e permitam às mulheres denunciar casos de abusos, assédios, violência e discriminação. Para isso, segundo ela, é necessário a união de instituições como polícias civil e militar; delegacias; Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); Ministério Público, ação social e saúde e outros.

Violência doméstica

A vereadora Regina Barrach afirmou que desde 2017 a Câmara de Vereadores de Pederneiras conta com a atuação de Procuradoria da Mulher. Segundo ela, os ganhos já são evidentes e se refletem em números. “Os índices mostram que os casos de violência caem quando a mulher sente segurança em denunciar e que o sistema possa lhe proteger”, comentou.
Destacou os casos de violência doméstica, como sendo um dos campeões de registro em Pederneiras e demais municípios. Ressaltou que esse tipo de situação passa por fases. Se inicia com violência verbal, depois a tensão explode em agressão física, envolvendo pressão psicológica, patrimonial e sexual, inclusive. Em situação extrema ocorre o feminicídio.
Segundo ela, medo do agressor, filhos, dependência econômica e pressão familiar, são alguns fatores que contribuem para que a mulher “aguente a situação”, não denuncie e mantenha o “ciclo de violência”.
Ressaltou que a Lei de Procuradoria da Mulher é um forma de “sair desse ciclo de violência”, uma vez que atua no sentido de fortalecer os meios de combate à discriminação e violência da mulher.
Barrach também defendeu a união do Legislativo com órgãos e departamentos da prefeitura e da sociedade civil, visando fortalecer e proteger a mulher. Sugeriu, em especial, ações de prevenção como palestras, seminários e campanhas, que envolvam jovens e adolescentes.
Na ordem do dia, os vereadores aprovaram por unanimidade o projeto de lei que cria a Procuradoria Especial da Mulher no âmbito da Câmara de Vereadores de Bariri.

Para Regina, a Procuradoria da Mulher é um forma de “sair do ciclo de violência”, uma vez que atua no sentido de fortalecer e proteger as mulheres

Maestro na Tribuna

O maestro Jeferson Carulo dos Santos, regente do corpo musical da Banda Marcial Alexandre Giuliano Gallo, mantida pela Prefeitura de Bariri, também utilizou a Tribuna Livre da Câmara.
Ele comentou sobre as recentes conquistas da agremiação. Disse que a banda ficou cinco anos sem ensaiar e que em 2018 retomou as atividades.
A primeira apresentação nessa temporada ocorreu no dia Sete de Setembro, em ato cívico defronte à Prefeitura de Bariri, no Dia da Independência.
No dia 22 de setembro, a agremiação participou da primeira competição dessa nova fase, no Campeonato Paulista de Bandas e Fanfarras 2019 da FFABESP, realizado em Santa Rita de Passa Quatro. O corpo musical ficou com o segundo lugar. Já no corpo coreográfico e a baliza conquistaram o primeiro lugar e se tornaram campeões estaduais.
Integrantes da agremiação exibiram na Câmara os troféus conquistados durante o campeonato de bandas em Santa Rita.
Durante o pronunciamento, Carulo fez uma espécie de relatório sobre as condições que encontrou equipamentos e instrumentos da banda ao retornar ao comando da agremiação, em meados de 2018.
Disse que o material passou por limpeza, higienização, reforma e ações de manutenção. “É um patrimônio caro e raro. Equipamentos e instrumentos são importados e precisam ser bem conservados”, defendeu. Disse que os uniformes também foram renovados.
Destacou a decisão da atual gestão municipal em manter e incentivar as atividades da banda marcial e do corpo coreográfico.
Afirmou que estava ali para responder a algumas afirmações sobre a banda ditas em sessão anterior, que ele considerou depreciativas. Não citou o nome do vereador, mas pelas colocações, as críticas se dirigiram a Vagner Mateus Ferreira (PSD).
Carulo defendeu a participação do prefeito Neto Leoni e da vice-prefeita Maria Pia, que no dia Sete de Setembro se apresentaram no corpo musical da banda. “Eles não ‘bateram’ bumbo ou prato. Eles tocaram, porque nessa banda quem não sabe tocar não participa”, destacou o maestro.
Para ele, esse participação é benéfica porque os agentes públicos ‘sentem na pele’ as dificuldades enfrentadas pelos integrantes da agremiação. “Os músicos não recebem para tocar, são voluntários, defendem o nome da cidade de graça e nem sempre são valorizados”, comentou.
Para ele, as referências à banda em sessão anterior foi uma forma de utilizar a agremiação como “palanque”, de maneira eleitoreira. “No meu ponto de vista é uma estratégia incorreta, uma vez que 80% dos integrantes da banda não votam”, ironizou.
Convidou os vereadores a visitar o atual local de ensaio da banda marcial, que hoje está sediada no Programa Sol Maior, que funciona no antigo prédio do Sesi, no Jardim Nova Bariri.