

Myrella apresentou requerimento pedindo explicações ao delegado de Polícia Civil sobre atendimento prestado à mulheres; Grigolin, que é investigador da PC, foi contrário ao requerimento – Divulgação
Durante a Sessão do Legislativo na última terça-feira, 16, os ânimos esquentaram entre a vereadora Myrella Soares (DEM) e Paulo Egídio Grigolin (PP).
Tudo começou com o requerimento apresentado por Myrella, que é procuradora da Casa da Mulher Mariana Forti Bazza, no qual solicita ao delegado titular da Polícia Civil de Bariri, Marcílio César Frederici de Mello, informações sobre o atendimento prestado às mulheres vítimas de violência no município.
Segundo a vereadora, as mulheres que buscam atendimento estariam sendo coagidas com frases constragedoras durante abordagem na Delegacia. O vereador Paulo Grigolin, que realizou a leitura do requerimento, foi contrário ao pedido, e solicitou ainda à vereadora informações quantitativas das reclamações.
O vereador do PP afirmou ainda que foi contra requerimento por “motivos técnicos”. Após a fala do vereador, Myrella utilizou a palavra para justificar o que as mulheres passam, sendo inclusive interrompida por Grigolin, onde a discussão ficou mais acalorada: Myrella pediu respeito e que o vereador que falasse somente após ela terminar.
A vereadora chamou a atitude de Grigolin de “imatura e irresponsável”, e disse não ter medo de possíveis ações do delegado. Defendeu que o requerimento pudesse ser aprovado pelos demais vereadores, fato que ocorreu, somente com Paulo Grigolin sendo contra.
O bate-boca continuou e o presidente da Casa, Benedito Antonio Franchini (PTB) precisou intervir pedindo para que ambos pudessem se conter e que o respeito e a mesma linha que a Câmara manteve desde o início do ano.
Delegado se posiciona
À reportagem do Candeia, o delegado Marcílio César Frederici de Mello afirmou que o requerimento foi uma surpresa para ele, pois a Polícia Civil realiza atendimentos diariamente à mulheres vítimas de violência doméstica.
“Atendemos também pedidos de medidas protetivas que são enviados à Justiça. Cumprimos todos os prazos estabelecidos pelas leis que disciplinam a questão”, informa.
De acordo com levantamento apresentado, há cerca de 170 medidas protetivas enviadas ao Poder Judiciário, bem como os respectivos inquéritos policiais instaurados.
Segundo ele, os profissionais que prestam o atendimento são policiais civis de carreira e têm responsabilidade naquilo que fazem. “Pelo o que tomei conhecimento, as acusações não são pontuais, e fica muito difícil discorrer em cima de questões tão genéricas como as apresentadas”, afirma.
Marcilio informa que, assim que recebem mulheres vítimas de violência, são cumpridos todos os protocolos estabelecidos na legislação, e é ofertada a possibilidade do pedido de medida protetiva.
“Não sei do que se trata a reclamação feita pela vereadora, pois se fosse pontual e especifica, estaríamos apurando”, finalizou.
























