Vereadores da oposição afirmam que lei sobre maus tratos ainda não foi efetivada na prática – Alcir Zago/Candeia
Vereadores de Bariri cobraram da gestão de Francisco Leoni Neto (PSDB) solução para os problemas enfrentados pelo Abrigo de Animais, administrado pela Associação Focinho Carente. O local, que se mantém através do trabalho voluntário do grupo, enfrenta falta de recursos, superlotação e precariedade nas instalações.
O tema foi abordado durante a primeira sessão ordinária do mês de junho (segunda-feira, 3), pelos vereadores Francisco Leandro Gonzalez (Cidadania), Luís Carlos de Paula (MDB), e Vagner Mateus Ferreira (PSD), integrantes da abancada da oposição. Eles utilizaram a Palavra Livre para criticar o que chamaram de “descaso e abandono” por parte da atual gestão.
Esse é assunto recorrente na imprensa local e redes sociais, mas nos últimos dias ganhou fôlego com a repercussão de matéria publicada no site G1 Bauru, no final de semana. Ela retrata ação de ativistas da Focinho que socorreram três cachorros com sinais de maus-tratos e mais de 100 carrapatos em uma residência no bairro Jardim Santa Rosa em Bariri. Os animais foram retirados, com ajuda policial, e após denúncia, levados para uma clínica.
A associação mantém com a prefeitura de Bariri termo de colaboração que permite o repasse de cerca de R$ 7 mil mensais para manutenção do abrigo. Os ativistas afirmam que o valor é insuficiente para atender as inúmeras demandas do local. Ressaltam que é necessária política de atendimento que inclua, por exemplo, castração periódica dos animais, convênio e/ou contratação de clínicas veterinárias e instalação de microchips para identificação dos animais.
Falta em Bariri, segundo eles, ação mais efetiva de conscientização e/ou educação para a causa animal, que impeça, e até mesmo puna, os casos de abandono de animais e/ou maus tratos. O abrigo de animais continua sendo visto como “depósito” de animais indesejados, mesmo após inúmeros esclarecimentos acerca da superlotação e escassez de recursos.
Os vereadores afirmaram que audiência pública realizada no mês de abril abordou todas essas questões, apontou soluções e que relatório dos debates foi encaminhado ao prefeito Neto Leoni. Para eles, os assessores do prefeito demonstram desconhecer o teor do documento.
Ainda recordaram que lei que pune abandono e maus tratos foi aprovada pela Câmara de Bariri, mas que até o momento não houve sua efetividade na prática.
Para esses edis tudo isso decorre de inércia e omissão do atual prefeito que prometeu em campanha eleitoral apresentar soluções para a causa animal, mas que até o momento não teria apresentado proposta concreta sobre o tema.
Evandro Antônio Folieni (PSDB) também comentou o assunto na Palavra Livre. Reconheceu os inúmeros problemas enfrentados pelos voluntários da causa animal, mas disse que é incorreto dizer que a administração e os vereadores da situação estejam se omitindo. Falou que ele próprio, juntamente com a vice-prefeita Maria Pia Betti Pio da Silva Nary (PSDB), lutam para a vinda de recursos para o abrigo e pela presença do castramóvel em Bariri. (Confira nessa edição entrevista com a presidente da Associação Focinho Carente sobre a causa animal).
Folieni disse que é incorreto afirmar que a administração municipal e os vereadores da situação estejam omissos na questão animal – Alcir Zago/Candeia


























