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A mesa diretora, presidida por Ditinho Franchini, coordenou os trabalhos da primeira sessão extraordinária desse legislatura – Giovana Felipe/Candeia

Bom público – dentro das restrições impostas pela pandemia de Covid-19 – compareceu à sala de sessão para acompanhar o trabalho do Legislativo – Giovana Felipe/Candeia

Abelardinho e Mozart compareceram à sessão extraordinária que votou subvenção de R$ 1,2 milhão para a Santa Casa nos próximos 90 dias – Giovana Felipe/Candeia

Em sessão extraordinária realizada quarta-feira, 20, às 19h, a Câmara de Vereadores de Bariri aprovou projeto de lei que destina R$ 1,2 milhão a título de subvenção à Santa Casa de Bariri, com vigência de 90 dias (de janeiro a março de 2021). Serão três parcelas mensais de R$ 400 mil.

O encontro contou com a participação dos nove vereadores e foi coordenado pela mesa diretora, presidida pelo vereador Benedito Antonio Franchini (PTB). Foi a primeira vez que a legislatura atual se reuniu para sessão extraordinária.

O projeto recebeu a unanimidade dos votos. A autorização legislativa é necessária tendo em vista a prorrogação da intervenção administrativa do hospital por 90 dias, definida pelo prefeito Abelardo Maurício Martins Simões Filho (MDB) Simões, logo que assumiu a chefia do Executivo. Os valores são idênticos aos que vinham sendo repassados até dezembro/2020.

Os recursos são provenientes do Fundo Municipal de Saúde e devem ser utilizados para manutenção dos serviços emergenciais de pronto socorro e somado à verba encaminhada através do Sistema Único de Saúde (SUS), para manutenção total do hospital.

Em mensagem enviada à Câmara, Abelardinho Simões ressalta que a subvenção é necessária, tendo em vista que os valores repassados através do SUS, somados às receitas próprias da Santa Casa, são insuficientes para manutenção do hospital.

Em entrevista ao Candeia, há poucos dias, o diretor administrativo da Santa Casa, Rodrigo Zanutto de Oliveira, afirmou que o salário de dezembro dos funcionários da Santa Casa – atrasado porque supostamente a antiga gestão deixou o caixa zerado – seria pago em meados de janeiro com recursos advindos do SUS. A aprovação da subvenção permitiria cumprir as pendências a partir de janeiro.

Bom público – dentro das restrições impostas pela pandemia de Covid-19 – compareceu à sala de sessão para acompanhar o trabalho do Legislativo. Destaque para a presença do prefeito Aberdinho, do gestor da Santa Casa, Mozart Marciano, de integrantes do comitê gestor do hospital e de funcionários da Santa Casa. Ainda compareceram sindicalistas de Bariri e Jaú.

 

Falta de informações

 

Apesar da unanimidade na aprovação, alguns vereadores criticaram a forma como o projeto foi encaminhado ao Legislativo. Francisco Leandro Gonzalez (Podemos) elogiou a “transparência e boa vontade demonstrada pelo atual prefeito, no início do mandato”. Mas cobrou mais informações e riquezas de detalhes no envio de projetos à Câmara, prática também criticada em relação à gestão anterior.

Edcarlos Pereira dos Santos (PSDB) criticou o fato de os funcionários estarem até meados de janeiro sem receber o salário de dezembro. Para ele, a atual gestão teve tempo suficiente para se organizar e priorizar o pagamento “de quem está à frente da pandemia”. O vereador também criticou a falta de informações importantes para entendimento e aprovação do projeto.

Airton Luís Pegoraro (MDB) ressaltou que a aprovação do projeto era um voto de confiança para a atual gestão e cobrou um projeto efetivo para recuperação financeira e de credibilidade da Santa Casa. Para ele, o prazo derradeiro para essa apresentação são os três meses de prorrogação da intervenção. “Depois disso vamos cobrar uma solução”, ressaltou.

Paulo Egídio Grigolin (PP) comentou a grave situação financeira da Santa Casa e todos os problemas que o hospital vem enfrentando. Mais pessimista que o colega do MDB, opinou que se não houver uma solução definitiva, após esses três meses a Santa Casa pode fechar.

Myrella Soares da Silva (DEM) declarou respeito à atuação dos funcionários da Santa Casa, que, segundo ela, enfrentam sobrecarga de trabalho na pandemia, com qualidade de atendimento. Lamentou que, mesmo assim, sofram atraso de salário. Propôs que o Portal de Transparência da prefeitura abrigue a prestação de contas da Santa Casa.

Ricardo Prearo (PDT) também elogiou o trabalho dos trabalhadores da Santa Casa e discordou de Grigolin ao garantir que, se depender de sua colaboração, o hospital não vai fechar. Cobrou da atual gestão da Santa Casa que responsabilize integrantes da OS Vitale Saúde pela situação atual do local. Também quer publicada a relação das pessoas que permitiram o fim da Irmandade da Santa Casa e a transformação em OS.

Por último, Ditinho Franchini recordou a trajetória da Santa Casa e o que ela já representou em Bariri e região. Reforçou os argumentos de Pegoraro no sentido de que a aprovação é um “voto de confiança” na atual gestão. Afirmou que o grupo tem o desafio de fazer um “raio X” da situação e nos próximos meses apresentar plano de recuperação e viabilização.