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TJ aumentou condenação de Rodrigo Pereira Alves pelos crimes de estupro, latrocínio e ocultação de cadáver – Divulgação

Alcir Zago

O Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo negou provimento ao recurso de apelação da defesa de Rodrigo Pereira Alves e deu parcial provimento ao recurso do Ministério Público (MP) a fim de redimensionar a pena o autor do latrocínio (roubo seguido de morte) entre outros crimes contra a estudante Mariana Forti Bazza.

Com a decisão da Corte paulista, Rodrigo foi condenado a 41 anos, nove meses e 10 dias de reclusão em regime fechado.

A pena da Justiça de Bariri, dada em agosto do ano passado, foi de 40 anos, 10 meses e 18 dias de prisão.

O crime ocorreu em setembro de 2019. Ele foi condenado por estupro, latrocínio e ocultação de cadáver.

Rodrigo foi detido no dia 25 de setembro de 2019 em Itápolis. Pouco tempo depois ele passou por uma audiência de instrução em Bariri. Houve forte aparato policial para impedir que o réu fosse agredido por populares.

Mariana desapareceu na manhã de 24 de setembro após sair de academia que frequentava, na Avenida José Jorge Resegue (Avenida do Lago).

Câmeras de segurança e uma foto tirada por ela de um homem que ofereceu ajuda para trocar um pneu furado levaram a polícia até o suspeito.

O veículo foi dirigido pela jovem a uma chácara em frente da academia, onde Rodrigo fazia bico como pintor.

Após fugir da polícia, o suspeito foi preso à noite em Itápolis. O carro da estudante, um VW de cor preta, estava naquela cidade.

O réu negou que tivesse praticado o crime, mas indicou o local onde o corpo de Mariana estava (distrito de Cambaratiba, que pertence ao município de Ibitinga).

Na fase policial e na instrução processual no Judiciário continuou a negar a prática do crime, mas laudos periciais e provas testemunhais permitiram à Justiça ter elementos para comprovar a autoria dos crimes contra a estudante.

Rodrigo havia cumprido pena de 16 anos por roubo, sequestro, extorsão e latrocínio tentado, e havia saído da cadeia cerca de 30 dias antes do crime contra Mariana.