
Casa onde ocorreu o crime fica na Rua José Bonifácio, no centro de Bariri (Arquivo/Candeia)
A Justiça de Bariri marcou para o dia 27 de maio deste ano, às 9h, a sessão do Tribunal do Júri que irá julgar o engenheiro eletrônico Cyro César de Aguiar, acusado pela morte do advogado Guido Sérgio Basso, de 61 anos.
Para a defesa de Aguiar, o engenheiro eletrônico agiu em legítima defesa por ter sua casa invadida pelo advogado.
Antes disso, está previsto para 24 deste mês, no Fórum de Bariri, o sorteio dos jurados que participarão do julgamento. A decisão consta em despacho do processo criminal que tramita na Justiça local, no qual o juiz considerou o processo preparado para ir a julgamento.
Conforme reportagem do Candeia à época, o crime ocorreu por volta das 12h30 de 2 de julho de 2019, em uma residência localizada na Rua José Bonifácio, região central de Bariri. O corpo do advogado foi encontrado em um dos quartos do imóvel, com disparos concentrados na região do tórax. A arma estava na mão direita da vítima.
Segundo a investigação, Aguiar foi localizado pouco depois pela Polícia Militar no bairro Jardim Panorama e abordado sem resistência. Ele afirmou aos policiais que a casa, arrematada em leilão, teria sido invadida pelo advogado. De acordo com sua versão, Basso teria efetuado disparos contra ele, iniciando uma luta corporal durante a qual ocorreram os tiros que resultaram na morte do advogado.
Na ocasião, a esposa da vítima, a arquiteta Sônia Maria Lopes, relatou à polícia que aguardava na calçada quando o marido entrou na casa para realizar medições para regularização do imóvel. Pouco depois, ela ouviu disparos. Ao se aproximar da porta, disse ter visto Aguiar com uma arma na mão e foi advertida para não entrar.
A defesa do engenheiro sustentou na ocasião que ele agiu em legítima defesa, afirmando que o advogado teria invadido o imóvel armado com um revólver calibre 32. Já a investigação policial indicou, após depoimentos colhidos, que Aguiar portava um revólver calibre 38 e teria reagido à presença do advogado dentro da residência.
Na época do crime, o engenheiro foi preso em flagrante, mas acabou autorizado pela Justiça a responder ao processo em liberdade após audiência de custódia.
























