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Pais devem incentivar a participação na vida religiosa

17 ago, 2019

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Pascoal Antenor Rossi e Neusa Aparecida Callegari Rossi

“Os jovens casais deveriam procurar se integrar mais com as atividades religiosas, sendo exemplo e participando ativamente”

Na semana que passou foi comemorada a Semana Nacional da Família. Na Paróquia Nossa Senhora das Dores, de Bariri, foram realizadas algumas atividades. Para o casal Pascoal Antenor Rossi, 64 anos, e Neusa Aparecida Callegari Rossi 62 anos, que coordena a Pastoral Familiar na paróquia central, é preciso que os pais incentivem a participação dos filhos em atividades religiosas. Nascidos em Bariri, eles estão nessa função desde junho. Casaram-se em 1979 e tiveram três filhas: Marita (casada), Anadélia e Mirela (solteiras) e um neto, Zaki Rossi Ribeiro, com um ano e quatro meses, o qual ganhará um irmão ou irmã no início de 2020. Pascoal é advogado e trabalha em Bariri desde 1991. Neusa é funcionária pública federal aposentada por ter trabalhado no INSS. Por volta de 1998 o casal participou do Encontro de Casais com Cristo (ECC) da paróquia e, em seguida, participou da equipe coordenadora desse movimento, seguindo-se vários anos com reuniões do grupo e participando das três etapas d ECC, sendo que, nesta última, os casais são direcionados a fazer opção por algum serviço em prol da igreja, preenchendo uma ficha e, através dela, vem o convite para participar naquilo que se escolheu. Com isso, passaram a integrar a Pastoral Familiar, inicialmente, no setor de pré-matrimônio, que ministra curso para noivos, até que recentemente veio o convite para a coordenação em continuidade dos trabalhos que eram realizados por Dalton e Vera Palamim. Pascoal e Neusa aceitaram o convite.

Candeia – Qual a importância da Semana da Família? Quais são os principais eventos programados?
Pascoal e Neusa – A Semana Nacional da Família acontece no Brasil de 10 a 16 de agosto, desde 1992, e pretende reunir os fiéis em todas as paróquias e comunidades do Brasil para celebrar a vida matrimonial, bem como testemunhar a importância da valorização da vida familiar. Neste ano, o tema proposto é “A família, como vai?”, com o intuito de ajudar as famílias na vivência dos gestos de espiritualidade, que podem fazer a diferença na vida matrimonial, sendo proposta indicar a necessidade de a família vivenciar uma profunda experiência de Jesus e da sua Palavra para conseguir vencer os desafios e dificuldades que encontra em seu caminho, e assim compreender seu papel evangelizador na Igreja e na sociedade, a qual também deve ser defendida e valorizada como meio “para que não nos esqueçamos de que a família, como sujeito jurídico, é uma dimensão que transpassa os séculos, que não nasceu anteontem nem há cem anos. Há uma dimensão que atravessa a história, que fez da família o primeiro lugar em que aprendemos a estar juntos: a família é o primeiro “nós”.

Candeia – Há um clamor geral sobre esse tema na atualidade…
Pascoal e Neusa – O Papa Francisco, num evento em Roma sobre família, deixou bastante clara a importância do tema nesse momento da história da humanidade. Ele recordou no encontro: “Escutei as vossas experiências, os casos que contastes. Vi tantas crianças, tantos avós… Pressenti a tristeza das famílias que vivem em situação de pobreza e de guerra. Ouvi os jovens que se querem casar, mesmo por entre mil e uma dificuldades. E então nos surge a pergunta: Como é possível, hoje, viver a alegria da fé em família? “É possível viver esta alegria ou não é possível?”. Ele resumiu a resposta em três tópicos: a família reza, a família guarda a fé, a família vive a alegria. E concluiu: “E, acima de tudo, tem que haver um amor paciente: a paciência é uma virtude de Deus e nos ensina, na família, a ter este amor paciente um com o outro. Ter paciência entre nós. Amor paciente. Só Deus sabe criar a harmonia a partir das diferenças. Se falta o amor de Deus, a família também perde a harmonia, prevalecem os individualismos, apaga-se a alegria. Dessa forma, a família que vive a alegria da fé, comunica-a espontaneamente, é sal da terra e luz do mundo, é fermento para toda a sociedade.” Em nossa paróquia foi programada na abertura no sábado, dia 10, a missa de bodas com bênção especial aos casais que faziam aniversário de casamento, que teve adesão de 28 casais e também foi proferida uma palestra no Centro de Catequese e Evangelização (CCE) no dia 13, voltada para o tema “família” pelo diácono Jamil Stefanutto para pais, catequistas, pais dos crismandos, ministros, TLC e demais movimentos da paróquia.

Candeia – Que ações são desenvolvidas pela pastoral familiar na paróquia central?
Pascoal e Neusa – A Paróquia Nossa Senhora das Dores, basicamente, está com o setor de pré-matrimônio e de casos especiais, sendo que o primeiro ministra curso de preparação para o casamento. O segundo está afeto aos casos de união estável e segunda união (não casados) que desejam o sacramento do matrimônio, porém, muitas vezes, lhes faltam os sacramentos anteriores de batismo católico, crisma, primeira eucaristia; aí são preparados também para receberem estes sacramentos e estarem aptos a casarem.

Candeia – Qual o posicionamento da Igreja em relação à segunda união?
Pascoal e Neusa – A Igreja Católica, em relação à segunda união, é de acolhimento total e irrestrito, o nosso papa é muito claro no sentido de pregar uma igreja aberta ao ser humano, sem discriminações, inclusive, a pastoral já teve o setor de casais de segunda união, que pode ser reativado, bastando haver interesse de casais em participar, os quais estão convidados.

Candeia – De que forma a pastoral atua nas crises conjugais que chegam ao conhecimento dos membros?
Pascoal e Neusa – Quando acionada, a paróquia promove visitas para tentar amenizar ou resolver as situações de crises entre casais, o que é feito pelos casais que integram o setor de casos especiais, sempre buscando orientação também com o orientador espiritual da pastoral, o diácono Jamil, com nosso pároco, padre Ériko, e o vigário paroquial, padre Fernando. Na impossibilidade de resolver, tenta-se buscar orientação ou encaminhamento para ajuda profissional específica.

Candeia – Na opinião do casal, que elementos são essenciais na atualidade no relacionamento entre pais e filhos?
Pascoal e Neusa – O relacionamento familiar atualmente traz, na nossa opinião, algumas divergências devido às diferentes épocas da criação dos pais em relação a dos filhos, em razão do rápido avanço da tecnologia e da mídia, que muitas vezes pregam noções distorcidas do sadio relacionamento familiar, quando mostram em novelas mãe e filha disputando o mesmo homem, ou membros de uma família matando os de outra, ou outros casos parecidos, sendo preciso que os pais ensinem os filhos a discernir o certo do errado com os elementos essenciais que são, diálogo, carinho, compreensão, paciência e amor, direcionando-os para atividades mais sadias como leitura, conversas com mais idosos e em família, filmes instrutivos, entre outros.

Candeia – Em relação ao curso de noivos, como é realizado, qual o enfoque e os principais temas abordados?
Pascoal e Neusa – O curso de noivos é realizado pela paróquia, com a abertura de inscrições por períodos durante o ano, que são feitas pelos noivos junto à secretaria, ocasião em que estes escolhem o melhor dia da semana para que compareçam na residência do casal da pastoral, os quais também já escolheram previamente o melhor dia para ministrar o curso, que é composto de quatro encontros, sendo um por semana, portanto conclui-se em um mês. No curso temos uma apostila para seguir os temas a serem discutidos, entre eles vivência entre casal, questões financeiras, amor conjugal, relacionamentos nas dificuldades, sexualidade, paternidade responsável, fidelidade, convivência cristã em comunidade, entre outros.

Candeia – Como o casal analisa a participação de jovens casais nas atividades religiosas?
Pascoal e Neusa – Não regra geral, porém, sentimos que a participação de jovens nas atividades religiosas é pequena, assim também com os casais, pois no início da relação matrimonial, pensamos que a preocupação dos mesmos está voltada para a realização profissional, a realização financeira, a busca de bens materiais e, em seguida a paternidade/maternidade, que de certa forma afasta um pouco das atividades religiosas. Os jovens casais deveriam procurar se integrar mais com as atividades religiosas, sendo exemplo e participando ativamente, o que pode acontecer com o incentivo dos pais desde a catequese, clubinho, Solcris e outras atividades direcionadas para jovens pela paróquia. Aliás, essa participação também deve ser incentivada para casais não jovens, pois a paróquia possui inúmeros serviços onde os leigos podem ajudar e a Pastoral Familiar deixa aqui um convite a quem se sentir chamado para que venha participar dos trabalhos conosco, convidando também a todos para as missas na Igreja Matriz e para orarem em intenção à paz nas famílias.

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