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Vanessa Eliane Navarro – “Falo sempre que o combate à dengue é visível, só depende de cuidados diários, corriqueiros e que não tira muito tempo”

 

A equipe da Vigilância Epidemiológica em Bariri convive diariamente com locais infestados de criadouros do mosquito Aedes aegypti, que transmite dengue, chikungunya e zika. Para a responsável pelo setor, Vanessa Eliane Navarro, 44 anos, a preocupação da população precisa ser maior com a limpeza das residências. “As piscinas, bebedouros de animal, vasos de planta ainda são nosso maior problema”, diz Vanessa. Na entrevista ao Candeia ela comenta também sobre visita da Sucen na Creche Carmen Sola Modolin Aquilante para verificação da unidade e do entorno quanto à proliferação de escorpiões. Por causa da presença do aracnídeo, as aulas na creche foram suspensas. Segundo Vanessa, alguns detalhes permitirão a reabertura da unidade. A funcionária pública há 19 anos trabalha na Vigilância Epidemiológica.

 

Candeia – Desde o início do ano Bariri contabiliza 57 casos de dengue. Você acredita que o número é maior? Por quê?

Vanessa – Sim. Pois muitos não vão fazer o exame para a confirmação e quando fazem não procuram o órgão competente para devidamente ser registrado e, assim, o caso se torna inexistente, não entrando no índice e deixando de ser monitorado pela Vigilância Epidemiológica.

 

Candeia – Qual sua análise sobre o número de casos de dengue em Bariri em comparação a anos anteriores e também com o atual cenário na região e do Estado?

Vanessa – Venho notando que a população em geral não esta se preocupando com a dengue, deixando ainda muitos recipientes propícios para proliferação do mosquito. Estão tão preocupados com outros assuntos, que também são de grande importância, e deixando de cuidar de seu quintal. Falo sempre que o combate à dengue é visível, só depende de cuidados diários, corriqueiros e que não tira muito tempo. Os agentes encontram muitas larvas em locais que todos sabemos que podem se tornar um possível criadouro, como planta na água, vasos de planta, bebedouro de animais, caixa d’água e em objetos acumulados nos quintais. Tenho informação de que algumas cidades da região já estão em estado epidêmico. No ultimo mês no Estado de São Paulo foram registrados 57,4 mil casos confirmados de dengue.

 

Candeia – Normalmente qual a situação que a Vigilância Epidemiológica encontra nas visitas às casas? Onde mais são encontradas as larvas do mosquito?

Vanessa – A Vigilância Epidemiológica encontra de tudo, pneus, ralos, piscina, caixa d’água, muito lixo acumulando nos quintais com água parada. As piscinas, bebedouros de animal, vasos de planta ainda são nosso maior problema. Sem contar as inúmeras casas abandonadas pelos seus proprietários que vêm trazendo grandes transtornos. A Vigilância juntamente com o setor de fiscalização vêm notificando e multando os mesmos.

 

Candeia – Há locais da cidade onde a quantidade de criadouros preocupa mais?

Vanessa – Sim. Hoje a região central nos preocupa bastante, pela grande quantidade de casos positivados.

 

Candeia – Qual a orientação da Vigilância Epidemiológica para minimizar os problemas de dengue em Bariri?

Vanessa – Todos sabem o que tem que ser feito, as pessoas sabem como evitar, mas demoram a tomar uma atitude. O combate à dengue é um dever de todos.

 

Candeia – Em relação a escorpiões, a Sucen realizou visita em Bariri no dia 8 de maio. Em quais locais os técnicos passaram e qual a situação verificada?

Vanessa – A visita da Sucen foi um pedido feito do setor para vistoria na Creche Carmen Sola Modolin Aquilante. Foi muito produtiva a visita, com bastante informação e orientações sobre esse aracnídeo. O setor vem observando queda nos números de acidente com escorpião, e essa possível redução vem do empenho de toda a equipe da Vigilância Epidemiológica em informar, orientar com os cuidados para a não proliferação desse animal peçonhento e também com a colaboração da população que vem acolhendo todas as recomendações feitas.

 

Candeia – Uma preocupação é com a creche Carmen Sola Modolin Aquilante. Com a limpeza feita na unidade é possível que seja reativada ou ainda são necessárias mais intervenções?

Vanessa – As sugestões feitas pela Vigilância Epidemiológica foram todas atendidas, faltando ainda alguns detalhes, mas pouca coisa a ser feita para a liberação definitiva da creche. Em vistoria ao local pela equipe técnica da Sucen de Bauru não foi encontrado nenhum escorpião, porém, no entorno da unidade há um ambiente favorável à proliferação dos escorpiões. A Sucen orientou quanto à limpeza periódica e cuidados preventivos e mecânicos a fim de evitar acidentes.

 

Candeia – Diante da pandemia da Covid-19, a Vigilância Epidemiológica está atuando de que forma em relação a essa doença?

Vanessa – Mesmo a Vigilância Epidemiológica sendo de sua maioria de ações no controle de vetor, atuamos na orientação dos cuidados e prevenção dessa doença diferentemente da dengue, invisível ao nos olhos.

 

Combate ao mosquito Aedes aegypti

 

O mosquito Aedes aegypti transmite a dengue, a chikungunya e o vírus zika. É importante mobilizar a família e eliminar a água parada, ajudando, assim, a combater os focos que podem virar criadouro do mosquito.

 

Cuidados dentro das casas e apartamentos

 

Tampe os tonéis e caixas d’água;

Mantenha as calhas sempre limpas;

Deixe garrafas sempre viradas com a boca para baixo;

Mantenha lixeiras bem tampadas;

Deixe ralos limpos e com aplicação de tela;

Limpe semanalmente ou preencha pratos de vasos de plantas com areia;

Limpe com escova ou bucha os potes de água para animais;

Retire água acumulada na área de serviço, atrás da máquina de lavar roupa.

 

Área externa de casas e condomínios

 

Cubra e realize manutenção periódica de áreas de piscinas e de hidromassagem;

Limpe ralos e canaletas externas;

Atenção com bromélia, babosa e outras plantas que podem acumular água;

Deixe lonas usadas para cobrir objetos bem esticadas, para evitar formação de poças d’água;

Verifique instalações de salão de festas, banheiros e copa.

 

Fonte: Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)