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Irene Chagas do Nascimento Inácio Rangel – Alcir Zago/Candeia

 

“A saúde é uma pasta que realiza milhares de atendimentos diários, e o movimento não é cíclico nem tão pouco estático”

 

A Diretoria Municipal de Saúde recentemente passou para o comando de Irene Chagas do Nascimento Inácio Rangel, que já atuava no setor como assistente social. Segundo ela, apesar dos milhares de atendimentos diários, o maior desafio da pasta é dar conta da demanda, pelo fato de o movimento não ser cíclico e estático. Além disso, Irene vem se debruçando sobre medidas preventivas e de enfrentamento ao novo coronavírus. Na segunda-feira, dia 16, por exemplo, participou de reunião na Câmara para definir ações no município. Ela é formada em história e geografia e serviço social pela Instituição Toledo de Ensino (ITE) e Universidade do Sagrado Coração (USC), ambas de Bauru.

 

Candeia – Como o setor municipal de Saúde está se preparando para lidar com o coronavírus?

Irene – O setor de Saúde do município está seguindo todas as orientações do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde e do decreto municipal, realizando assembleia, reuniões diárias e sensibilização de informações à população através da mídia.

 

Candeia – Quais as recomendações do Departamento Regional de Saúde sobre o coronavírus?

Irene – Medidas do dia a dia, como lavar as mãos e evitar aglomerações, reduzem o contágio da doença, isolamento social. Sem a adoção das recomendações o número de casos do coronavírus podem aumentar.

 

Candeia – Em que situações os moradores de Bariri devem procurar uma unidade de saúde ou o pronto-socorro?

Irene – Nos casos suspeitos da doença, em se tratando de viajante, a pessoa que apresente febre e pelo menos um dos sinais ou sintomas respiratórios (tosse, dificuldade para respirar, produção de escarro, congestão nasal ou conjuntival, dificuldade para deglutir, dor de garganta, coriza, saturação de oxigênio abaixo de 95%, sinais de cianose, batimento de asa de nariz, triagem intercostal e dispneia). E com histórico de viagem para país com transmissão sustentada ou área com transmissão local nos últimos 14 dias. Numa segunda situação, se a pessoa teve contato próximo e apresente febre ou pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, produção de escarro, congestão nasal ou conjuntival, dificuldade para deglutir, dor de garganta, coriza, saturação de oxigênio menorque 95%, sinais de cianose, batimento de asa de nariz, triagem intercostal e dispneia). E histórico de contato com caso suspeito ou confirmado para Covic-19 nos últimos 14 dias.

 

Candeia – Quais os maiores desafios da senhora à frente da diretoria?

Irene – A saúde é uma pasta que realiza milhares de atendimentos diários, levamos pacientes a consultas, realizamos exames clínicos, distribuímos remédios àqueles que precisam e fazemos o nosso melhor para um atendimento humanizado e responsável. O maior desafio é dar conta da demanda, visto que se trata de um movimento que não é cíclico nem tão pouco estático.

 

Candeia – O setor tem enfrentado críticas da oposição. Como analisa esse posicionamento e como enfrentar a questão?

Irene – Enfrento essas críticas com muita naturalidade, um bom diálogo é essencial para resolutividade dos problemas.

 

Candeia – No fim de 2019 houve redução das despesas, afetando diretamente a área da saúde, por exemplo, na diminuição da compra de medicamentos. Qual a perspectiva para 2020?

Irene – O ano de 2020 está sendo positivo na área de atendimento medicamentoso. Em janeiro realizamos uma compra de todos os medicamentos necessários e já estamos nos organizando para uma segunda compra. É necessário que se faça gestão de recursos, visando a efetivação dos direitos sociais da população.

 

Candeia – Também recentemente a ESF 1, no Livramento, deixou de realizar procedimentos por causa da falta de enfermeira. Como a senhora está trabalhando para que as unidades de saúde contem com um quadro mínimo de funcionários? Há previsão da realização de concurso público?

Irene – Esse problema não existe no momento. Todas as enfermeiras têm colaborado com o setor de saúde. Atualmente a ESF 1 encontra-se em pleno funcionamento de suas atividades. Não há previsão para a realização de concurso público por hora.

 

Candeia – Qual será sua atuação na diretoria em relação à Santa Casa de Bariri, que desde setembro de 2018 está sob intervenção do município?

Irene – Estou tendo um bom relacionamento com a equipe interventora e acredito que a Santa Casa esteja no caminho certo para melhor atender nossa população.