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Entrevista da Semana – Julho Amarelo: médico fala sobre hepatites virais

23 jul, 2021

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João Paulo Vasconcelos Poli – “Como se trata de doença silenciosa nas formas B, C e D, a detecção preventiva é fundamental”

 

Julho foi adotado pelo Ministério da Saúde e pelo Comitê Estadual de Hepatites Virais como o mês de luta e prevenção das hepatites virais: trata-se do Julho Amarelo. Isso não significa que a prevenção à doença deva ser menor nos demais meses do ano, muito pelo contrário, a cada dia deve-se aumentar a atenção porque as hepatites virais são as principais causas de câncer no fígado. Para falar sobre o assunto, o Candeia entrevista nesta edição o médico infectologista João Paulo Vasconcelos Poli, do Hospital Amaral Carvalho (HAC) de Jaú e do Sistema Hapvida/São Francisco em Bauru. Ele é graduado em medicina pela Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu. Tem especialização em infectologia pela Unesp. Foi coordenador do Ambulatório de Hepatite B do SAE Domingos Alves Meira (Unesp de Botucatu) de 2013 a 2018 e vice-coordenador do ambulatório de Hepatite C no mesmo período.

 

Candeia – O que são hepatites virais? Por que são chamadas de doenças silenciosas?

João Paulo – São infecções causadas por vírus que acometem principalmente o fígado. São silenciosas porque só apresentam sintomas quando se encontram em estágio muito avançado, quando o paciente já evoluiu para cirrose hepática, que é a destruição do órgão.

 

Candeia – Quais as diferenças entre as hepatites A, B, C, D e E? Quais as mais comuns?

João Paulo – As hepatites virais diferem principalmente na capacidade de cronificação e na forma de contágio. As hepatites A e E são agudas e não cronificam e seu contágio é por água e alimentos contaminados pelo vírus. As hepatites B, C e D podem cronificar e evoluir para cirrose hepática e são adquiridas através de materiais perfuro-cortantes, por sangue e pela via sexual.

 

Candeia – Por que é preciso fazer o teste para as hepatites?

João Paulo – É muito importante realizar testes sorológicos para hepatites para detecção precoce e rápido tratamento a fim de que não haja progressão para cirrose. Como se trata de doença silenciosa nas formas B, C e D, a detecção preventiva é fundamental.

 

Candeia – Qual a relação entre o consumo de bebidas alcoólicas e as hepatites virais?

João Paulo – Bebidas alcoólicas podem agravar as hepatites porque o álcool é mais um agressor para o fígado. Nesse caso, a evolução para cirrose é mais rápida. Então, não há dose segura de álcool para esses pacientes. O consumo é totalmente contra-indicado.

 

Candeia – Com a pandemia da Covid-19, como está a procura para prevenção e tratamento no HAC?

João Paulo – No Hospital Amaral Carvalho, tratamos casos de hepatite B e C que evoluem para câncer hepático. Quanto mais rápida a detecção desse tipo de tumor, mais rápido será o tratamento e a chance de cura. Com a pandemia, o diagnóstico é mais demorado, o que retarda o tratamento. E, muitas vezes, o câncer já se encontra em estágio muito avançado. No Sistema Hapvida, os pacientes são encaminhados por outros médicos e fazem tratamento ambulatorial das hepatites com excelente resposta, sem evolução para cirrose ou câncer hepático. Mas, com a pandemia, as pessoas não colhem exames para detecção precoce. Então, ocorre um atraso no diagnóstico e tratamento.

 

Candeia – Como se proteger e prevenir das hepatites?

João Paulo – Beber sempre água tratada e potável. Lavar bem os alimentos crus e realizar cocção (cozimento) dos mesmos. Evitar compartilhar agulhas, lâminas e qualquer objeto perfuro-cortante com outras pessoas. Sempre realizar sexo seguro com preservativo.

 

Candeia – Quais os tratamentos disponíveis para as hepatites?

João Paulo – Na hepatite A, o tratamento é sintomático com medicações que aliviem a febre, náuseas, vômitos e dor abdominal, além de hidratação intensa. Nas hepatites B e D, que são muito semelhantes e podem estar juntas na mesma infecção, o tratamento é realizado com antivirais que controlam a doença. Mas ela não costuma apresentar cura. Na hepatite C, conseguimos cura total em mais de 90% dos casos com antivirais. É um sucesso recente da medicina que em 10 anos descobriu drogas altamente eficazes que eliminam o vírus do fígado sem chance dele retornar. Todos esses tratamentos são disponibilizados pelo SUS. Lembrando que as hepatites A e B são totalmente imunopreviníveis com o uso de vacinas modernas e altamente eficazes.

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