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Entrevista da Semana: Desafio é alcançar todas as pessoas que precisam de apoio

8 ago, 2025

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“A demanda social é grande e diversa, e nem sempre os recursos disponíveis são suficientes para atender a todos com a agilidade e abrangência desejadas” (Divulgação)

A primeira-dama de Bariri e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Rita de Cássia Cavalheiro Pegoraro, avalia como positivo o trabalho desenvolvido desde o início do ano na área social. Segundo ela, os destaques são a reconstrução de vínculos com a comunidade e a execução de projetos que geram impacto real na vida das pessoas. O desafio, na opinião de Rita, é atingir todas as pessoas que necessitam de apoio face à escassez orçamentária. Rita Pegoraro é professora há 32 anos, com formação em Letras e pós-graduada em Língua Portuguesa pela Unicamp. Iniciou sua carreira como professora auxiliar na Escola Estadual Professora Ephigênia Cardoso Machado Fortunato. Em seguida, atuou como professora de Educação Infantil e Ensino Fundamental I na rede municipal de ensino. Posteriormente, lecionou por 22 anos na Cooperativa Educacional de Bariri (Coeba), no Ensino Fundamental, experiência que desenvolveu de forma concomitante com sua atuação na Escola Estadual Professora Idalina Vianna Ferro, no Ensino Fundamental II. Retornou à escola Ephigênia, onde participou da implementação do Programa de Ensino Integral (PEI), atuando como professora e posteriormente como coordenadora pedagógica do Ensino Médio. Em 2025, diante das responsabilidades assumidas como primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade de Bariri, optou por reduzir a carga horária na educação para se dedicar a essa missão social. Nesse novo contexto, retornou à escola Idalina. “Essa atuação tem exigido sensibilidade, escuta ativa e presença constante. Tem sido uma experiência profundamente transformadora, que me realiza por permitir contribuir diretamente com o bem-estar da nossa comunidade”, comenta Rita Pegoraro.

Candeia – Como a senhora avalia o trabalho do Fundo Social de Solidariedade em 2025?
Rita Pegoraro – Avalio de forma positiva. O ano de 2025 tem sido marcado pela reconstrução de vínculos com a comunidade, pela escuta ativa das necessidades sociais através de visitas nos territórios e, principalmente, pela execução de projetos que geram impacto real na vida das pessoas. Lançamos algumas iniciativas com foco na geração de renda, especialmente voltadas ao público feminino. Dentre elas, destaco: Projeto Costurando Oportunidades – oferece oficinas de costura para mulheres em situação de vulnerabilidade, com o objetivo de desenvolver habilidades e possibilitar que elas possam iniciar seus próprios negócios ou ingressar no mercado formal de trabalho. Projeto Cuidando Delas – capacita mulheres na área da beleza, com cursos de manicure, pedicure e auxiliar de cabeleireiro. As aulas mesclam teoria e prática, inclusive com atendimentos reais em instituições parceiras, promovendo qualificação e valorização pessoal. Projeto Espaço Geração – foi criado para apoiar as ex-alunas das oficinas que ainda não têm estrutura para trabalhar. O espaço do próprio Fundo Social é disponibilizado gratuitamente, mediante agendamento, para que possam atender clientes ou produzir seus serviços. Projeto Cozinhando com Amor – oferece oficinas de culinária com foco no empreendedorismo no ramo alimentício. As aulas são conduzidas por profissionais capacitados e ensinam desde técnicas de cozinha até noções de higiene e comercialização de alimentos, fortalecendo a autonomia financeira das participantes. Projeto Mãos Solidárias – Fortalecimento de laços entre a comunidade e as empresas locais. Por meio dele, vem sendo construída uma rede de apoio que estimula a doação de materiais, a prestação de serviços voluntários e o engajamento da sociedade civil em torno de causas coletivas. Esse espírito de colaboração tem sido essencial para ampliar o alcance das ações sociais e consolidar a solidariedade como um dos pilares da atual gestão.

Candeia – Que ações podem ser destacadas?
Rita Pegoraro – Dentre as ações desenvolvidas no âmbito do projeto, merece destaque a atuação voluntária de uma professora no curso de costura oferecido pelo Fundo Social. Com o apoio da comunidade, os alunos confeccionaram pijamas que foram doados aos idosos do Lar Vicentino — um gesto de cuidado e afeto que simboliza o compromisso social do programa. A continuidade das aulas tem sido viabilizada por meio da doação de insumos feita por parceiros e cidadãos solidários. Outra frente importante são as oficinas de culinária, realizadas por moradores da cidade que compartilham seus conhecimentos com os participantes, promovendo trocas de saberes, valorização da cultura local e fortalecimento dos vínculos comunitários. Além disso, o município tem contado com a parceria do Sebrae para a oferta de cursos de culinária profissionalizantes, que têm contribuído para a qualificação da mão de obra e incentivado a geração de renda, especialmente entre mulheres e pequenos empreendedores. Por fim, um exemplo inspirador de mobilização social foi a Campanha do Agasalho 2025, que teve grande repercussão graças ao engajamento das escolas municipais, estaduais e particulares. Os grêmios estudantis tiveram participação ativa na divulgação e na conscientização dos colegas, resultando na arrecadação de mais de 4 mil peças de roupas. As doações foram destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade, em um movimento coletivo marcado pela empatia e pelo espírito de solidariedade.

Candeia – Quais os maiores desafios e como superá-los?
Rita Pegoraro – Um dos maiores desafios enfrentados é alcançar todas as pessoas que precisam de apoio, especialmente diante das limitações de estrutura e orçamento. A demanda social é grande e diversa, e nem sempre os recursos disponíveis são suficientes para atender a todos com a agilidade e abrangência desejadas. Para enfrentar esse desafio, estamos investindo no fortalecimento de redes de solidariedade e parcerias estratégicas. Temos buscado a colaboração da iniciativa privada, entidades filantrópicas, igrejas e voluntários, além de promover campanhas de arrecadação e eventos beneficentes que mobilizam a comunidade em torno de causas coletivas. A união de esforços tem permitido que a ajuda chegue a quem mais precisa, de forma digna e acolhedora. Outro grande desafio é a gestão de tempo. Conciliar a rotina como professora com as responsabilidades da função de primeira-dama e presidente do Fundo Social exige muito equilíbrio, planejamento e disciplina. São duas áreas que demandam presença, sensibilidade e dedicação — a sala de aula, que continua sendo minha missão, e o trabalho social, que exige um olhar constante para as necessidades da população. Para lidar com essa demanda, estabelecemos alinhamentos semanais, além de manter uma agenda bem organizada, que permite priorizar compromissos, otimizar o tempo e garantir que nenhuma das funções seja deixada de lado. Essa estrutura tem sido essencial para manter a qualidade do trabalho e o comprometimento com tudo o que acredito.

Candeia – Na opinião da senhora, quais as maiores carências de Bariri em relação à qualificação de mão de obra?
Rita Pegoraro – Ainda observamos uma carência significativa de mão de obra qualificada. Muitas vezes, as oportunidades até existem — o comércio e os pequenos negócios locais buscam profissionais nessas áreas —, mas o que falta é preparo adequado, estrutura básica ou apoio inicial para que essas pessoas possam assumir essas funções com segurança e autonomia. Essa realidade está em sintonia com o perfil do público que o Fundo Social atende, formado majoritariamente por mulheres em situação de vulnerabilidade social, que muitas vezes não tiveram acesso à qualificação profissional nem à valorização de seus talentos. Também é preciso considerar as barreiras sociais que ainda limitam o acesso à capacitação: horários inflexíveis, a falta de informação sobre as oportunidades e, muitas vezes, a sobrecarga com tarefas familiares. Por fim, destaco uma carência menos visível, mas igualmente importante: o desenvolvimento de habilidades comportamentais. Competências como proatividade, comunicação, trabalho em equipe e liderança são cada vez mais exigidas no ambiente profissional, e sua ausência pode comprometer o desempenho mesmo de quem possui formação técnica. Por isso, os cursos e projetos que desenvolvemos são pensados com esse foco: abrir caminhos reais para que essas mulheres descubram novas habilidades, recuperem a autoestima e possam gerar renda, seja através do emprego formal, de pequenos empreendimentos ou do trabalho autônomo.

Candeia – Como estão as articulações do Fundo Social de Solidariedade com a Diretoria Municipal de Assistência Social, agora sob a responsabilidade de Luciana Bussi Cândido?
Rita Pegoraro – A relação com a Diretoria de Assistência Social, atualmente sob a liderança da Luciana Bussi Cândido, é extremamente próxima, baseada em parceria, confiança e diálogo constante. A Luciana já me assessorava antes mesmo de assumir oficialmente a diretoria, o que facilita muito o alinhamento das ações e dá continuidade ao trabalho que já vínhamos desenvolvendo juntas. Estamos plenamente conectadas nos objetivos e na missão de acolher, escutar e oferecer caminhos concretos para as famílias em situação de vulnerabilidade social. Temos realizado ações integradas, compartilhado espaços, informações e estratégias, sempre com foco na eficiência e no cuidado com quem mais precisa. Acreditamos muito no trabalho em rede e essa colaboração entre o Fundo Social e a Assistência Social tem sido fundamental para potencializar os resultados e ampliar o alcance dos projetos que impactam diretamente a vida da população baririense.

Candeia – No dia 1º de agosto Bariri recebeu a visita da primeira-dama do Estado, Cristiane Freitas. Como foram as tratativas para a vinda dela ao município e em que essa visita traz de benefícios?
Rita Pegoraro – A visita da Cristiane Freitas foi fruto de um trabalho de articulação direta com o Fundo Social do Estado de São Paulo e também da nossa constante busca por visibilidade e apoio para o trabalho social que estamos realizando em Bariri. Antes dessa visita oficial, já estive com a Cristiane em outras agendas particulares, nas quais apresentei a realidade em que encontramos o Fundo Social no início da gestão e compartilhei os projetos que estruturamos para atender, especialmente, mulheres em situação de vulnerabilidade. A partir dessas conversas, nasceu um pedido especial: trazer o “caminho da capacitação” para Bariri, por meio das carretas do Fundo Social do Estado. Diante da escuta ativa que fizemos junto à comunidade e ao setor produtivo, a Carreta de Panificação e Pizza foi escolhida estrategicamente, após ouvirmos de empresários do ramo que há uma carência significativa de mão de obra qualificada nesse segmento na cidade. A proposta foi muito bem acolhida pela equipe estadual, e a presença da primeira-dama veio justamente fortalecer esse compromisso e validar a importância dessa ação. A visita dela foi muito significativa, pois além de conhecer de perto nossos projetos, também sinalizou possibilidades reais de parceria, apoio técnico, novos cursos e programas estaduais que podem contribuir diretamente para o desenvolvimento social e econômico de Bariri.

Candeia – A senhora está participando ativamente da gestão municipal. Em sua opinião, quais as maiores dificuldades até o momento?
Rita Pegoraro – Sem dúvida, o início de uma gestão traz muitos desafios — especialmente quando lidamos com desigualdades sociais históricas, a necessidade de reorganizar serviços públicos e a responsabilidade de atender às populações mais vulneráveis. Conciliar essas demandas urgentes com limitações orçamentárias e estruturais exige sensibilidade, planejamento e uma atuação muito comprometida. Entre as principais dificuldades, destaco a escassez de recursos financeiros, que nos obriga a priorizar ações com muito critério. Além disso, enfrentamos a burocracia típica do serviço público, que muitas vezes retarda processos importantes. Outro ponto crítico foi a situação em que encontramos os veículos, os maquinários e diversos prédios públicos, muitos deles em condições precárias de uso. A crescente demanda por atendimentos nas áreas de saúde, educação e assistência social também tem sido um grande desafio. Para superá-lo, temos investido na integração de políticas públicas estaduais e federais, com o objetivo de ampliar o recebimento de recursos por meio do cofinanciamento.

Candeia – Que pontos considera como positivos desde o início do governo?
Rita Pegoraro – Por outro lado, os acertos da gestão já começam a se refletir no cotidiano da população. Houve avanços significativos na limpeza urbana, nas melhorias das estradas rurais e no controle da dengue — resultados que são fruto de um trabalho conjunto e bem coordenado entre as secretarias. Também é importante mencionar o anúncio de novas obras e projetos estruturantes, que só estão sendo viabilizados graças ao bom relacionamento do Executivo com os governos estadual e federal. Outro destaque positivo são os programas sociais. As oficinas profissionalizantes e as campanhas solidárias têm gerado impacto direto na vida das pessoas, promovendo inclusão, capacitação e mais dignidade. Estamos comprometidos com investimentos em infraestrutura e na ampliação do acesso aos serviços públicos, sempre com o foco em construir uma Bariri mais justa, solidária e preparada para os desafios presentes e futuros. É um trabalho contínuo, mas feito com dedicação, seriedade e responsabilidade.

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