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Entrevista da Semana – Criminalidade também se adaptou à pandemia, diz capitão Urbano

19 jun, 2020

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Alexandre Magno Urbano – “A criminalidade é muito dinâmica e exige aperfeiçoamento e conhecimento para o desempenho do trabalho”

 

Após um ano e nove meses o oficial da Polícia Militar Alexandre Magno Urbano retorna ao trabalho em Bariri. Antes atuava como tenente. Com a promoção a capitão, trabalhou em São Paulo e em Lins. Agora irá comandar a 3ª Companhia do 27º Batalhão, sediado em Jaú. A 3ª Companhia é responsável pelo policiamento de Bariri, Bocaina, Boraceia, Itaju e Itapuí. Urbano chega ao município bem em meio à pandemia da Covid-19. Segundo ele, com a doença houve adaptações de todas as formas, inclusive quanto à criminalidade. “Se há menos pessoas circulando nas vias há uma tendência de aumento de furtos nas residências”, diz ele. “Já identificamos alguns pontos que estão causando preocupação na população, principalmente a situação atual que estamos enfrentando, com a Covid-19.” Urbano substitui o capitão Alexandre Andrade, que agora trabalha em Barra Bonita. A entrevista ao Candeia foi concedida na manhã de terça-feira (16) na sede da 3ª Companhia (a íntegra está na página do Facebook do jornal).

 

Candeia – Qual a diferença operacional entre o trabalho de um tenente e de um capitão?

Urbano – Normalmente é a quantidade de homens que são comandados. No caso de Bariri, o tenente comanda um pelotão, enquanto o capitão comanda a companhia, que agrega cinco municípios (Bariri, Bocaina, Boraceia, Itaju e Itapuí). Até 20 ou 30 policiais o comando fica com um tenente. É uma subdivisão interna da Polícia Militar, mas o principal é o trabalho em prol da população.

 

Candeia – Nos dois anos em que esteve fora de Bariri, quais mudanças verificou na cidade em termos de policiamento?

Urbano – Com a promoção para capitão fui trabalhar numa área bastante carregada em São Paulo: o bairro Capão Redondo, na zona sul de São Paulo. Comandei uma companhia onde havia 250 policiais para 350 mil habitantes. Eram 16 viaturas por turno de serviço. Era um trabalho muito intenso. Nada se comparava à rotina que tinha em Bariri, quando eu atuava como tenente. Já identificamos alguns pontos que estão causando preocupação na população, principalmente a situação atual que estamos enfrentando, com a Covid-19. Temos conhecimento de que há jovens se aglomerando e fazendo festas em residenciais afastados. No fim de semana já tomamos providências para que isso não ocorresse, de forma legalista e sem truculência. A vontade de um grupo de pessoas não pode se sobrepor ao bem da coletividade.

 

Candeia – Há muita mudança no enfrentamento da criminalidade em São Paulo e numa área como a região?

Urbano – Cada área tem suas particularidades. A região onde atuei em São Paulo tinha muitas favelas. Havia 111 favelas na área do batalhão e onde eu atuava eram 80 a 90 favelas. É uma região muito populosa, com realidades muito diferentes das de Bariri e da região. Vendo coisas diferentes acabamos montando fichas mentais para solução de alguns problemas que não existiam antes.

 

Candeia – As diferenças sociais entre as regiões têm influência direta no trabalho policial?

Urbano – Dependendo do contexto da localidade e de ocupação da região, há influência no trabalho policial, até por questões culturais. Em alguns locais fazem o chamado pancadão. Em outros locais usam edículas para fazerem festa.

 

Candeia – Como a Polícia Militar pode atuar em relação à Covid-19?

Urbano – Existem legislações e decretos que estão sendo editados. Há normas federal, estaduais e municipais. A Polícia Militar atua mais no apoio. As prefeituras estão elaborando normas mais específicas. No caso da 3ª Companhia, cada prefeito está estipulando uma rotina e estamos tentando apoiar da melhor forma possível para preservar a saúde das pessoas. Vale ressaltar que cabe ao setor de fiscalização das prefeituras o cumprimento, de fato, dos decretos e se ocorrer alguma ilegalidade a Polícia Militar irá intervir.

 

Candeia – Os casos de furto preocupam a população. Como a Polícia Militar pode intensificar o trabalho?

Urbano – Estamos fazendo um levantamento dos furtos para montar um trabalho mais eficiente e identificação dos infratores juntamente com a Polícia Civil. Na pandemia que vivemos tudo se adaptou, inclusive a criminalidade. Alguns delitos vão diminuir e outros vão aumentar. O ladrão procura facilidade. Se há menos pessoas circulando nas vias há uma tendência de aumento de furtos nas residências. Normalmente os produtos subtraídos são trocados com entorpecentes. A criminalidade é muito dinâmica e exige aperfeiçoamento e conhecimento para o desempenho do trabalho.

 

Candeia – Como o senhor analisa a legislação na área criminal?

Urbano – Há um sistema que tenta reeducar e fazer a reinserção da pessoa na sociedade. Há projetos que buscam esse objetivo. Não caberia à Polícia Militar opinar sobre a legislação, mas acredito que em breve teremos projetos interessantes de reeducação. A base de tudo é a educação. Enfrentamos alguns problemas na sociedade atual.

 

Candeia – O trabalho feito pela Polícia Militar nem sempre resulta no registro de uma ocorrência. Há casos em que os policiais possibilitam o diálogo entre as partes.

Urbano – A Polícia Militar tem projetos institucionais para fazer a mediação e solução de conflitos. É algo que fazemos sem ter a homologação da Justiça. Muitas ocorrências do dia a dia têm caráter mais social que criminal.

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