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Luciana dos Santos

“Acredito que um dos fatores que fazem com que a escola seja bastante procurada anualmente é o reconhecimento pelo trabalho realizado”

A EE Professora Idalina Vianna Ferro está completando 67 anos neste mês. Para a diretora da unidade de ensino, Luciana dos Santos, o maior desafio nesse período foi transformar a escola em uma referência de ensino de qualidade. Um dos diferenciais do colégio reside no fato de que estudantes da escola conquistaram recentemente prêmios em olimpíadas de conhecimento e programa do Senado Federal. Para o ano que vem, a escola Idalina se prepara para mudanças nas aulas do período diurno. Os alunos terão sete aulas de 45 minutos cada, com três novos componentes curriculares. Luciana é formada em educação física pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Bauru, e pedagogia, pela Faculdade da Aldeia de Carapicuíba (Falc). Efetivou-se na rede estadual de ensino em 2006 como PEB 2, disciplina de educação física, na EM Professora Rosa Benatti. Trabalhou na rede municipal de ensino nas escolas Professor Euclydes Moreira da Silva e Professora Joseane Bianco e desde 2009 atua na escola Idalina. Em 2015 assumiu a vice-direção da escola e em janeiro deste ano passou a atuar como diretora.

Candeia – A escola Idalina Vianna Ferro está completando neste mês seu 67º aniversário. Quais os maiores desafios da unidade de ensino nesse período?
Luciana – Durante esses 67 anos, o grande desafio foi transformar a escola em uma referência de ensino de qualidade em nosso município. Isso só foi possível com o empenho e dedicação de toda a equipe escolar: equipe gestora, funcionários, professores, alunos e pais. A baixa rotatividade docente, gestora e administrativa, a atualização permanente e a adaptação às novas tecnologias, a manutenção e modernização do prédio escolar, o cumprimento das Normas de Gestão e Convivência, o estímulo à participação em projetos são fatores determinantes para o sucesso da escola. Enfrentamos novos desafios diariamente, mas com o trabalho em equipe e a colaboração de todos vencemos cada um deles.

Candeia – Quantos alunos estudam na escola atualmente? Em comparação com os últimos anos a média tem se mantido? Por quê?
Luciana – Atualmente a escola conta com 940 alunos. Antes da ampliação da rede municipal e da reorganização do ensino a escola chegou a ter 1.400 alunos matriculados. Nos últimos anos a média ficou em torno de 1.000 alunos. Acredito que um dos fatores que fazem com que a escola seja bastante procurada anualmente é o reconhecimento pelo trabalho realizado.

Candeia – A escola Idalina atua com alunos numa faixa de idade para definir o futuro profissional. Além do conteúdo didático, como o colégio trabalha essa questão com os estudantes?
Luciana – A escola procura sempre atualizar os alunos quanto às exigências do mercado de trabalho, oferece palestras com profissionais de diversas áreas, os professores discutem o tema em suas aulas. A equipe de coordenação sempre busca divulgar e informar sobre concursos, vestibulares e estágios profissionais. Todo ano são organizadas visitas a diversas faculdades e universidades da região e nos últimos anos é realizada na escola a Feira de Profissões com a colaboração de professores, alunos e profissionais convidados.

Candeia – Vários alunos da unidade escolar recentemente ganharam prêmios em olimpíadas de conhecimento e programa do Senado Federal. A quais fatores a senhora atribui esse bom desempenho?
Luciana – A escola divulga e estimula a participação dos alunos em todos os concursos e olimpíadas científicas. Tal apoio somado à dedicação dos alunos e dos professores permitem a conquista desses resultados. A participação tem aumentado devido ao estímulo e exemplo dos colegas que se destacaram em anos anteriores.

Candeia – A escola Ephigênia foi consultada para recepcionar o ensino médio integral e não aceitou. A escola Idalina chegou a receber essa proposta? Qual o posicionamento da senhora sobre esse assunto?
Luciana – A escola não recebeu nenhum comunicado oficialmente sobre esse assunto. O Programa de Ensino Integral (PEI) é um projeto que tem dado bons resultados nas escolas que aderiram ao programa nos últimos anos. Os índices e resultados das avaliações externas nestas unidades escolares têm aumentado consideravelmente e percebemos um melhor desenvolvimento, envolvimento e participação dos alunos nas atividades escolares.

Candeia – Quais as principais mudanças para 2020 e como a escola Idalina está se preparando para essas novidades?
Luciana – A partir de 2020 os alunos do diurno terão sete aulas de 45 minutos cada, o que resulta em um aumento de 15 minutos em cada período. Dentro dessas aulas estarão presentes três novos componentes curriculares: Eletivas, que são aulas desenvolvidas através de projetos de acordo com o interesse dos alunos; Projeto de Vida, que trabalha com a competência sócio-emocional dos alunos com atividades que envolvem trabalho em equipe, protagonismo juvenil, mercado de trabalho, relacionamento interpessoal; e Tecnologia, que envolve trabalho com Steam – Ciência, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática, ou seja, a inovação tecnológica e suas diferentes vertentes. Os professores estão sendo preparados para ministrar esses novos componentes curriculares através de cursos de formação no Ambiente Virtual de Aprendizagem – AVA, capacitações em reuniões pedagógicas (ATPC) para o uso de novas metodologias e atualização das informações recebidas através da Diretoria de Ensino. Desta forma, a escola busca manter a qualidade dos serviços prestados à comunidade baririense.