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Escolas da rede privada retornam com sistema híbrido e protocolos de segurança

14 maio, 2021

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Divulgação

Nesta edição, o Candeia publica matéria sobre o retorno às aulas presenciais das escolas da rede privada de ensino da cidade. Foram ouvidas dirigentes da Cooperativa Educacional de Bariri (Coeba), Centro Educacional Sesi e Mini Mundo e Colégio Max.

Elas comentaram a adesão de pais e responsáveis, medidas tomadas para cumprimento do decreto municipal, que permite o retorno às aulas presenciais e sistema híbrido; e ações para cumprimento dos protocolos de segurança e prevenção sanitária no ambiente escolar.

 

  • COEBA

 

Na Cooperativa Educacional de Bariri (Coeba) as aulas híbridas (presenciais e virtuais) estão acontecendo desde segunda-feira, 10, conforme prevê o decreto municipal n° 5589 de 07/05/2021. A informação é da diretora Lia Maura Belluzzo Queiroz Foloni. Segundo ela, a equipe escolar preparou acolhimento dos alunos de forma lúdica e organizada. “É perceptível em cada criança e jovem a alegria de um retorno presencial planejado e seguro, também para os que estão acompanhando as aulas remotamente”, ressalta a diretora. Lia Maura diz que as medidas necessárias para o retorno presencial e híbrido foram tomadas pelo comitê Covid-19 da escola, composto por pais e/ou responsáveis que atuam como profissionais na área da saúde.

Juntamente com a diretoria administrativa e os integrantes dos conselhos escolares, não mediram esforços para, em conjunto com a equipe pedagógica, articular a execução das exigências do Plano São Paulo. “O protocolo prevê salas de aula bem equipadas tecnologicamente para garantir que as aulas síncronas aconteçam o mais próximo possível das presenciais”, comenta Lia.

Houve, ainda, capacitação das equipes de limpeza, secretaria, professores, monitores, através de webinários, workshops, congressos e convenções. Essas atividades, segundo a diretora, ocorreram de forma virtual. “Temos certeza de que o resultado é um ensino forte, competente, cooperativista e humanizado”, diz a educadora.

Segundo ela, a Coeba está aliada à plataforma virtual Plurall, que permite um trabalho cooperativo, bem planejado e focado na aprendizagem dos alunos. “Acredito que isto faz toda a diferença num contexto pandêmico”, pondera.  “Agradecemos a parceria das famílias e o empenho de todos os profissionais que atuam na Coeba. A paixão de ensinar e aprender não pode parar”, finaliza Lia Maura.

 

  • CENTRO EDUCACIONAL SESI

A coordenadora Ana Paula Mathias da Silva comenta que a Escola Sesi de Bariri iniciou o retorno gradual com atendimento dos alunos do 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental e 3º ano do Ensino Médio. Essa faixa posicionou-se favorável ao retorno presencial. Segundo ela, foram realizados escalonamentos, em dias e períodos determinados para os grupos, atendendo o limite de 25% do total de alunos da turma, de acordo com o decreto municipal.

De forma concomitante, há continuidade do ensino não presencial pela plataforma Conexão Digital até que ocorra o retorno presencial da totalidade dos estudantes. “Assim, todos os alunos continuarão os processos de ensino e aprendizagem sob mediação do professor, com a utilização da plataforma digital, numa abordagem de ensino híbrido (modalidade que combina práticas do ensino presencial e não presencial)”, destaca Ana Paula.

Durante a semana, a escola enviou pesquisas para as demais turmas, consultando a opção de retorno. Este vem ocorrendo gradativamente, conforme análise da equipe escolar, atendendo a porcentagem da presença limitada de cada fase e seguindo o decreto municipal.

De acordo com a coordenadora, a rede escolar Sesi-SP possui plano de retorno às aulas presenciais, de acordo com os protocolos e orientações da organização mundial da saúde e segurança sanitária. Assim, o Sesi de Bariri realizou várias ações para cumprir esses protocolos:

– Reuniões a distância com os pais, para orientações da medidas preventivas e os protocolos estabelecidos, principalmente em não enviar para a escola, o estudante que apresente sintoma da Covid 19, teste positivo ou seja exposto a alguém com sintomas;

– Conscientização e monitoramento de todos os funcionários, alunos e pais quanto ao cumprimento dos protocolos estabelecidos;

– Orientação e monitoramento quanto ao uso obrigatório de máscaras – Os alunos devem trazer no mínimo 3 máscaras limpas para troca diária;

– Aferição da temperatura dos funcionários, alunos e outras pessoas que entrarem na escola;

– Distanciamento de 1,5m (os ambientes escolares foram adaptados e demarcados, assim como há indicação do número máximo de pessoas);

– Horários de entrada, intervalos e saída, conforme escalonamentos e reorganização;

– Modificação do layout das salas, refeitórios e demais espaços, com sinalizações;

– Obrigatoriedade da higienização das mãos com álcool em gel 70% ou água e sabonete ao entrar e sair de todas as dependências da Unidade Escolar, antes e após as refeições;

– Adaptação dos bebedouros para uso individual, dispensers de álcool em todos os ambientes, papeleiras, lixeiras com pedal;

– Reforço da limpeza de locais que ficam expostos ao toque das mãos, com maior circulação de pessoas, higienização das carteiras, cadeiras dos alunos, ao entrar e sair dos ambientes, refeitórios e demais ambientes;

– Controle e monitoramento de ocorrências de casos suspeitos ou confirmados com alunos, notificando a Secretaria da Educação, a Diretoria da Saúde e a Rede Escolar Sesi-SP.

Ana Paula afirma que, de acordo com a pesquisa realizada com os grupos que iniciaram o retorno, houve 55% de adesão às aulas presenciais. A escola finaliza pesquisa para o retorno gradativo das demais turmas.

 

  • MINI MUNDO COLÉGIO MAX

De acordo com a pedagoga Gisleine Macena Camillo, da Escola Mini Mundo e Colégio Max Beny Macena, o retorno às aulas presenciais ocorreu com 25% do total de alunos de cada turma, respeitando os protocolos sanitários do total de alunos. “A volta foi organizada e de forma gradativa, em intervalos de uma semana para cada nível de ensino, avaliando a cada momento a funcionalidade, atendimento, bem como resoluções das fragilidades percebidas e devidas correções”, comenta.

Gisleine diz que esse esquema permitiu organizar cada nível através de pesquisa com os pais para determinar o número de alunos autorizados a vir presencialmente, além de espaços e colaboradores preparados para atendê-los.

Como forma de prevenção, a escola dispõe de termômetros para aferir a temperatura dos alunos e aplicação de álcool 70%. “Se o aluno apresentar qualquer sintoma de: tosse, febre, coriza, mal-estar ou ter estado próximo de pessoas adoecidas, não devem vir à escola e ao mesmo comunicar a possível contaminação”, ressalta a dirigente.

Na Educação Infantil, além de berçaristas e auxiliares, foram adicionados mais colaboradores da limpeza.

As unidades de ensino do grupo passaram por dedetização para combate de pragas e insetos. Houve aplicação de solução de hipoclorito de sódio nas paredes, tetos e pisos das escolas, e higienização completa de cortinas, almofadas e brinquedos.

Gisleine afirma que houve preocupação com sanitização total de todos os aparelhos de ar condicionado. “Ainda disponibilizamos um jogo americano individual para cada aluno para o intervalo de lanche, trocados imediatamente após o uso”, destaca a pedagoga.

As escolas têm cumprido horários de lanche intercalados por turma e períodos de sanitização com uso de dois salões de recreio cobertos e mesas com 4 crianças (capacidade para 8 pessoas).

Segundo Gisleine, além dos EPIs já recomendados pelo Ministério do Trabalho, todos os colaboradores receberam, a máscara N 95, recomendada por médicos como a mais segura, bem como álcool em aerossol.

Os alunos do infantil ao ensino médio não retiram a máscara em nenhum momento, a não ser no momento de alimentação, fazendo duas trocas de máscara por período.

Para receber os alunos, a Mini Mundo e o Colégio Max passaram por mudanças estruturais como a retirada de todas as carteiras excedentes das salas de aula e das escolas; e marcações e delimitações dos espaços de cada aluno nas salas de aula, pátios e áreas comuns.

As salas de música, informática, espanhol e brinquedoteca foram transformadas em salas de aulas para atendimento de maior número de alunos caso necessário.

A circulação de pessoas durante o período de aulas, além da equipe escolar, passou a ser evitada ao máximo. “Tudo que puder ser resolvido via mensagens, telefonemas e reuniões via meet, deve assim proceder”, comenta a dirigente.

Segundo Gisleine, a adesão dos pais variou muito, dependendo da faixa etária e de ensino. “Desejamos um retorno cuidadoso, disciplinado, responsável e acolhedor a todas as crianças, adolescentes e jovens; bem como as equipes escolares e professores”, finaliza a pedagoga.

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