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Cidade de Bariri: índice é calculado no nível dos municípios e não está divido por escolas, redes de ensino ou etapas da educação – Divulgação

O município de Bariri apresentou evolução no Índice de Oportunidades da Educação Brasileira (IOEB), calculado pela Comunidade Educativa Cedac.
Em 2015 foi divulgada a 1ª edição do IOEB, baseada em dados de 2013, e em 2017 foi calculada a 2ª edição do IOEB a partir dos dados oficiais de 2015. A edição atual, do IOEB 2019, utiliza dados do ano de 2017.
A nota de Bariri era de 5,0 no primeiro ano e depois subiu para 5,1 e agora 5,3. O índice do município supera a média do Estado de São Paulo e do Brasil (veja quadro). Na região, a melhor nota é de Ibitinga (5,5).
O IOEB é um índice único para cada território, seja município, estado ou Distrito Federal e que engloba toda a educação básica – da educação infantil ao ensino médio, de todas as redes existentes no local –, bem como todos os moradores locais em idade escolar, e não apenas os que estão efetivamente na escola.
É formado a partir da relação de um conjunto de fatores e seus pesos. Esses fatores estão divididos em dois grupos: insumos educacionais, ou seja, fatores essenciais para um bom resultado educacional; e resultados educacionais, sejam eles de atendimento, de aprendizado ou de aproveitamento escolar.
No caso dos resultados educacionais são considerados o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) dos anos iniciais do ensino fundamental, Ideb dos anos finais do ensino fundamental e taxa líquida de matrícula do ensino médio.
Quanto aos indicadores de insumos e processos educacionais são contabilizados a escolaridade dos professores, o número médio de horas aula/dia, a experiência dos diretores e a taxa de atendimento na educação infantil.
O IOEB foi desenvolvido em 2015 por dois ex-funcionários do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Reynaldo Fernandes, ex-presidente do Inep, e Fabiana de Felicio, ex-diretora de estudos educacionais do Inep, também estão por trás da criação do próprio Ideb, além de outros indicadores;
Ao contrário do Ideb, porém, o IOEB é calculado apenas no nível dos municípios e dos estados, e não está dividido por escolas, redes de ensino ou etapas.
O objetivo é dar aos gestores ferramentas para que o governo federal, estadual e municipal trabalhem em regime de colaboração para melhorar o atendimento educacional de todos os moradores em idade escolar daquela cidade.

Critérios

Para escolher as variáveis que seriam testadas para compor o IOEB foram adotados os seguintes critérios aos dados disponíveis: 1) que as fontes sejam oficiais; 2) que tenha uma periodicidade de divulgação habitual de até dois anos para permitir o cálculo bienal do IOEB; 3) que haja resultados divulgados ao nível do município já que o índice pretende identificar a qualidade nos municípios, além de estados e Distrito Federal; e 4) que as variáveis sejam possíveis indicadores de insumos educacionais, ou seja, fatores determinantes de um bom resultado educacional ou de resultado da educação básica, sejam ele de atendimento, de aprendizado ou de aproveitamento escolar.
Conforme os responsáveis pelo trabalho, a criação e divulgação de um índice não tem qualquer implicação sobre a qualidade da educação, ou sobre a desigualdade das oportunidades ofertadas às crianças, adolescentes e jovens no País.
Ressaltam que o resultado do índice não faz diagnóstico, mas reúne informações essenciais para classificar o nível de gravidade do caso e o grau de urgência do atendimento. O índice é o primeiro passo do atendimento e precisa ser analisado, reunido com outras informações que aprofundem a avaliação para que seja feito o diagnóstico e traçado, caso a caso, o tratamento necessário.

Série histórica do IOEB na região

Localidade IOEB 2015 IOEB 2017 IOEB 2019
Bariri 5,0 5,1 5,3
Barra Bonita 5,4 5,2 5,2
Bauru 4,8 4,8 4,9
Bocaina 5,0 4,9 5,1
Boraceia 4,6 4,9 5,3
Dois Córregos 5,1 5,4 5,3
Ibitinga 5,3 5,3 5,5
Itaju 5,1 5,4 5,3
Itapuí 4,7 4,6 5,1
Jaú 5,0 5,0 5,1
Pederneiras 4,9 5,0 5,1
Estado de SP 5,1 5,3 4,9
Brasil 4,5 4,6 4,7

Fonte: IOEB