Alcir Zago
Uma professora da rede municipal de ensino, que pediu para não ser identificada por temer represálias, entrou em contato com o Candeia para reclamar da recente contratação de uma professora de Língua Portuguesa (PEB 2).
Segundo ela, a docente foi efetivada sem que houvesse cargo disponível, apenas para ministrar aulas de reforço. Acredita que, no futuro, essa medida resultará em menos aulas para as professores já efetivas.
“Essa efetivação ocorreu dois dias antes do concurso caducar”, reclama a professora. “O sonho de muitos de um dia ter uma chance de se efetivar de forma justa e digna na prefeitura está sendo tirado por conveniências.”
Outros questionamentos são com relação às aulas de reforço que serão dadas no período da manhã, já que a professora foi contratada para trabalhar à tarde, e o motivo pelo qual não houve atribuição dessas aulas no fim de 2018 ou início de 2019.
Também há reclamação sobre a não contratação de docente para a disciplina de Matemática, já que esta e Língua Portuguesa são consideradas matérias estratégicas no reforço escolar. Um último item diz respeito à eventual ausência da previsão de contratação em lei municipal.
Outro lado
A diretora municipal de Educação, Cultura e Esporte, Ana Fabíola Camargo Fanton Rodrigues, justifica que embasou a contratação da professora de forma efetiva na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
A legislação estabelece que há obrigatoriedade de estudos de recuperação para os casos de baixo rendimento escolar, a serem disciplinados pelas instituições de ensino em seus regimentos. Fabíola ressalta que os regimentos das escolas Eurico Acçolini, Joseane Bianco e Modesto Masson determinam o reforço escolar.
Segundo a diretora, as aulas de recuperação até então no município vinham sendo ministradas por professores temporários. Em muitas situações, acabam deixando o cargo, interrompendo o processo de aprendizagem de alunos com maior necessidade de atenção.
“Houve um estudo criterioso para essa atribuição, de modo a promover a recuperação dos alunos”, diz e complementa que devia ter feito a contratação antes.
A ideia da pasta é contratar professores efetivos para o reforço. De acordo com Fabíola, não houve a admissão de mais um professor de Língua Portuguesa porque havia 15 aulas disponíveis – o mínimo são 20.
Sobre a disciplina de Matemática, justifica que não houve contratação porque não há concurso público. A opção será chamar docentes aprovados em processo seletivo.
Fabíola garante que as aulas de reforço farão parte das próximas atribuições de aula a serem feitas pelo setor.
























