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Em agosto, Polícia Militar foi chamada pelo presidente do sindicato dos servidores por não poder acompanhar visita do prefeito à creche Leonor – Arquivo/Candeia

Após quase três meses em que surgiram problemas de relacionamento entre diretoria e funcionárias da Creche Escola Leonor Mauad Carreira, situada na Avenida Perimetral Domingos Antonio Fortunato (Expressa Sul), a prefeitura de Bariri definiu no início desta semana que medida seria tomada na tentativa de resolver ou minimizar o problema.
O Executivo decidiu pelo remanejamento de 18 funcionárias das cinco creches mantidas pelo município.
As comissões Processante e Investigativa concluíram por aplicação de advertência verbal a todos os envolvidos. No entanto, essa medida já havia sido tomada pela Diretoria Municipal de Educação.
Num segundo momento, o prefeito Francisco Leoni Neto (PSDB) decidiu pelo remanejamento das servidoras. Segundo a administração municipal, o motivo é que “o relacionamento entre direção e funcionários estava severamente abalado, não sendo prudente manter naquele local toda equipe antes existente”.
Houve transferência da diretora da creche Leonor, Cíntia Guedes, para a Creche Raquel de Queiroz. A diretora dessa unidade, Daniela de Moura Carvalho, passou a trabalhar na Creche Carmen Sola Modolin Aquilante. Já a diretora dessa creche, Lucilene da Silva Grigolin, foi remanejada para a creche Leonor.
Além das três diretoras, as transferências atingiram também seis ADIs e uma agente escolar da creche Leonor, três ADIs e uma agente escolar da creche Carmen, duas ADIs da Creche Marina Budin, uma ADI da creche Raquel e uma ADI da Creche Maria Eugênia Borsetti Masson.
Em relação a esse assunto, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bariri, Gilson de Souza Carvalho, diz que repudia a medida tomada pela prefeitura de Bariri.
Segundo ele, o procedimento não foi feito de forma correta e nem mesmo as ADIs foram ouvidas.
Carvalho afirma que aguarda andamento de caso relacionado ao assunto e encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF) em Bauru para dar mais informações à imprensa.

Entenda o caso

Tudo começou no dia 8 de julho deste ano, quando a Diretoria Municipal de Educação recebeu ADIs da creche Leonor, agentes escolares e o presidente do sindicato dos servidores.
Na ocasião, foram apresentadas algumas reclamações em relação à diretora da creche Leonor, Cíntia Guedes. Conforme denúncia levada ao sindicato, as ADIs estariam fazendo serviços de faxina, não estaria havendo pagamento de horas extras e nem mesmo regularização do banco de horas.
Os apontamentos mencionaram também trabalho aos fins de semana e à noite para realização de bazar, perseguição e ameaça a funcionários que teriam procurado o setor de RH da prefeitura, ofensas, superlotação em salas e crianças especiais sem os cuidados necessários.
A Comissão de Sindicância de Natureza Investigativa decidiu por advertência verbal às duas partes envolvidas. O problema é que a animosidade continuou a ponto de as reclamações contra a diretora se tornarem públicas.
O prefeito Neto Leoni chegou a fazer uma visita à creche Leonor no dia 21 de agosto. Carvalho tomou conhecimento e tentou entrar na unidade, mas seu acesso não foi autorizado. Por esse motivo, ele solicitou a presença da Polícia Militar (PM).