
A semana foi marcada por polêmica envolvendo direção e funcionários da Creche Escola Leonor Mauad Carrera, situada na Avenida Perimetral Domingos Antonio Fortunato (Expressa Sul).
O motivo é que se tornaram públicas reclamações de servidoras da unidade de ensino contra a diretora da unidade, Cíntia Guedes. A reunião de pais, agendada previamente para a noite de quarta-feira, dia 14, foi tensa, com presença de representantes da Diretoria Municipal de Educação e de vereadores.
A ideia da pasta em transferir Cíntia para outra unidade na tentativa de acalmar os ânimos de pais e funcionários acabou não se efetivando. A diretora permanece à frente da direção da creche.
Conforme denúncia levada ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bariri, e objeto do Processo Administrativo nº 10.321, de 2019, as Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (ADIs) estariam fazendo serviços de faxina, não estaria havendo pagamento de horas extras e nem mesmo regularização do banco de horas.
Os apontamentos mencionam também trabalho aos fins de semana e à noite para realização de bazar, perseguição e ameaça a funcionários que teriam procurado o setor de RH da prefeitura, ofensas, superlotação em salas e crianças especiais sem os cuidados necessários.
O presidente do sindicato, Gilson de Souza Carvalho, diz que como não houve solução por parte da prefeitura, decidiu encaminhar representação ao Ministério Público do Trabalho (MPT).
Segundo ele, o sindicato deve acionar a Delegacia Seccional de Jaú para que seja feita perícia nos áudios e vídeos da reunião de quarta-feira.
Outro lado
Na manhã de ontem, dia 16, Cíntia, que estava trabalhando na creche Leonor, disse ao Candeia que está tomando todas as providências cabíveis em relação às denúncias de que é acusada.
Afirma que partiu dela o pedido para ser transferida de escola na tentativa de acalmar os ânimos, mas decidiu ficar na direção da unidade até que todos os fatos sejam apurados.
No entendimento dela, se fosse decidido por algum afastamento, a medida deveria atingir a todos da creche.
A diretora nega que as salas estejam superlotadas, mas admite que faltam funcionários e que muitos estão sobrecarregados de serviço, como as ADIs.
Posicionamento da Educação
Em nota, a diretora municipal de Educação, Ana Fabíola Camargo Fanton Rodrigues, relata que no dia 8 de julho deste ano o setor recebeu ADIs, agentes escolares e o presidente do sindicato dos servidores. Na ocasião, foram apresentadas algumas reclamações em relação à diretora da creche Leonor.
Após ouvir as queixas, houve as averiguações das partes, propiciando oportunidades iguais. Durante esse período, um processo administrativo, com o mesmo conteúdo das reclamações, foi protocolado pelo sindicato na prefeitura.
Em virtude disso, a Diretoria de Educação encaminhou registros dos relatos de ambas as partes para a Comissão de Sindicância de Natureza Investigativa com a finalidade de prosseguir na resolução dessa situação. Essa comissão tem a responsabilidade legal de realizar a tarefa.
A nota menciona ainda que a pasta recebeu como resposta da comissão uma proposta de intervenção a fim de possibilitar o andamento das atividades da creche sem nenhum prejuízo aos alunos. Essa intervenção foi uma advertência verbal às duas partes envolvidas. O processo agora será remetido à Comissão Processante.
























