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Fila em posto de combustível em Bariri por causa da greve dos caminhoneiros: paralisação impactou no menor número de vagas criadas / Arquivo/Candeia

Com exceção de março de 2018, desde setembro do ano passado o nível de emprego industrial na Diretoria Regional do Ciesp em Jaú está em queda. Essa região é composta por 11 municípios, incluindo Bariri.

O dado mais recente é de julho deste ano, quando a variação ficou em -0,47%, o que significou uma queda de aproximadamente 100 postos de trabalho. Nesse período de quase um ano o pior desempenho foi registrado em maio (-6,38%).

No ano todo, há um acumulado de -14,99%, representando uma queda de aproximadamente 3.750 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, o acumulado é de -22,07%, representando uma queda de aproximadamente 6.000 postos de trabalho.

O nível de emprego industrial na regional Jaú no mês passado foi influenciado pelas variações negativas de produtos alimentícios (-1,08%); coque, petróleo e biocombustíveis (-2,53%); produtos de minerais não-metálicos (-0,47%) e produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-7,14%), que foram os setores que mais influenciaram o cálculo do indicador total da região.

Considerando todo o ano de 2018, o pior desempenho no nível de emprego industrial na região foi setor de artefatos de couro, calçados e artigos para viagem (-63,01%). Coque, petróleo e biocombustíveis foi o setor com melhor desempenho de janeiro a julho (36,54%).

São Paulo

A Pesquisa de Nível de Emprego, levantamento feito pela Fiesp e pelo Ciesp, mostra abertura de 1.000 vagas na indústria de transformação paulista em julho, em relação a junho. A variação (0,04% sem ajuste sazonal e -0,1% na taxa ajustada) configura estabilidade e é o melhor resultado para o mês de julho desde 2013.

No ano, ainda é positiva a geração de postos de trabalho, com 17.000 novas vagas, mas esse total é inferior à média histórica de contratações no período de janeiro a julho (43.000 postos criados por ano).

E como o segundo semestre de cada ano costuma ter número de demissões que ultrapassa o de contratações no início do ano, pode se frustrar a expectativa de criação líquida de vagas em 2018.

“Não há fato novo que faça prever melhora do emprego até o final do ano”, afirma José Ricardo Roriz, presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp.

“Nos últimos dez anos, somente em um deles, 2010, houve criação de empregos”, destaca. “Isso é muito ruim, porque a indústria sempre foi a mola propulsora do desenvolvimento de São Paulo. Passar esse longo tempo sem gerar mais empregos, com baixo investimento, é muito preocupante.”

O ritmo abaixo do esperado da recuperação da economia, ao lado da repercussão da greve dos caminhoneiros, ajuda a explicar o menor número de vagas criadas. Há cautela entre os empresários, provocada pela incerteza em relação ao custo do frete rodoviário e à eleição de outubro.