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Cai número de estabelecimentos comerciais em Bariri

6 set, 2019

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Vista parcial do centro de Bariri: cai número de ligações elétricas em estabelecimentos comerciais – Arquivo/Candeia

Alcir Zago

O número de estabelecimentos comerciais em Bariri teve queda entre os anos de 2016 e 2018. De acordo com dados do Anuário de Energéticos por Município do Estado de São Paulo 2019, ano-base 2018, elaborado pela Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, a redução foi de quase 5% no período.
O estudo diz respeito ao número de consumidores de energia elétrica nos municípios paulistas. No caso de Bariri havia 773 pontos de luz relacionados a estabelecimentos comerciais em 2016. Em 2017 caiu para 751 e no ano passado houve nova redução: 735 (confira no quadro).
Já as fontes residencial, industrial, entre outras tiveram aumento de consumidores no ano passado em comparação a 2017. A exceção foi a área rural, com queda de dois pontos.
Em relação ao consumo de energia elétrica, o crescimento foi de 1,22% em Bariri no período. O consumo passou de 80.767 megawatt-hora (MWh) em 2017 para 81.759 MWh no ano passado.
Apenas o setor industrial teve redução no consumo desse tipo de insumo. O segmento comercial apresentou aumento de 3,38% de 2017 para 2018.
Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Bariri (Acib), José Roberto Dalla Coletta, com base nos reflexos do governo Dilma Rousseff, a economia passou e passa por um momento difícil, com retração nas vendas e aumento do desemprego.
A forte recessão culminou com o fechamento de empresas e diminuição na oferta de trabalho e, consequentemente, redução do número de estabelecimentos comerciais, haja vista que o consumo de produtos que não sejam de primeira necessidade caiu significativamente.
“Apesar de todo este transtorno na economia, o consumo de energia manteve-se praticamente estável, na contramão do emprego. Talvez um dos fatos possíveis seja a maior automação das empresas, como forma de reduzir custos”, analisa Dalla Coletta.
“Menos mão de obra empregada significa menor consumo, maior competitividade no comércio, levando muitos empresários entenderem que chegou o momento de parar antes que a situação se complique”, complementa o presidente da Acib.

Cresce consumo de etanol

O anuário energético traz também informações sobre combustíveis. No caso de Bariri, o consumo de etanol saltou de 9,841 milhões de litros em 2017 para 12,003 milhões de litros em 2018 (crescimento de quase 22%).
Já a gasolina teve redução no consumo: a queda foi de 5,187 milhões de litros em 2017 para 4,523 milhões no ano passado (quase 13% a menos).
O presidente da Della Coletta Bioenergia (DC Bio), José Roberto Dalla Coletta, explica que até o final do governo Dilma Rousseff o preço dos combustíveis não tinha qualquer correlação com o mercado internacional.
A partir de setembro de 2016, no governo Michel Temer, Pedro Parente assumiu a presidência da Petrobras e implantou o sistema de paridade de preços, acompanhando o mercado internacional.
As correções de preços passaram a seguir esse critério. Por causa dessa política o consumo de gasolina caiu 15,58% entre 2016 e 2018.
“Foi nesse período de preços irreais da gasolina que se criou uma grande dificuldade para os produtores de etanol, tendo em vista que a paridade entre etanol e gasolina é de 70%, fazendo com que o preço de venda ao mercado estivesse próximo ou abaixo do custo”, diz Dalla Coletta. “Esse é o reflexo de tantas unidades estarem fechando suas portas ou em recuperação judicial.”
No ano passado a curva mudou. Com o aumento do preço da gasolina, a paridade entre o preço dos dois produtos favoreceu o consumo de etanol.
Segundo o Boletim de Demanda de Combustíveis, da Bioagência, O etanol hidratado, por sua atratividade econômica, tem tido a preferência dos usuários da frota flex, que registrou aumento em sua demanda de 15,8%, no comparativo entre julho de 2019 e julho de 2018.
O combustível a base de cana-de-açúcar acumula crescimento de 30,1% no ano; já havia crescido 41,3% no ano de 2018.

Número de consumidores de energia elétrica em Bariri

Fonte Nº consumidores 2017 Nº consumidores 2018 Variação(%)
Residencial 13.103 13.252 1,13
Comercial 751 735 -2,13
Industrial 126 127 0,79
Rural 639 637 -0,31
Iluminação pública 42 42 0,00
Poder público 98 104 6,12
Serviço público 18 19 5,55
Consumo próprio 3 3 0,00
Total 14.780 14.919 0,94

Fonte: Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente

Consumo de energia elétrica em Bariri

Fonte Consumo 2017* Consumo 2018* Variação (%)
Residencial 28.836 29.371 1,85
Comercial 11.243 11.624 3,38
Industrial 19.349 18.932 -2,15
Rural 12.445 12.858 3,31
Iluminação pública 4.539 4.558 0,41
Poder público 1.501 1.621 7,99
Serviço público 2.639 2.761 4,62
Consumo próprio 32 34 6,25
Total 80.767 81.759 1,22

* Em MWh

Fonte: Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente

 Consumo de derivados de petróleo em Bariri

Derivados de petróleo Consumo 2017 Consumo 2018 Variação(%)
Óleo diesel 13.618.000 litros 15.811.000 litros 16,10
Etanol* 9.841.000 litros 12.003.000 litros 21,96
Gasolina automotiva 5.187.000 litros 4.523.000 litros -12,80
Gás de cozinha 2.056.000 quilos 1.787.000 quilos -13,08
Asfalto 474.000 quilos 409.000 quilos -13,71

* Apesar de não ser derivado de petróleo, etanol consta no anuário

Fonte: Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente

Histórico de consumo de energia elétrica em Bariri

Ano Residencial Comercial Rural Indústria Ilum. Pública Poder Público Serv. Público Consumo Próprio Total
2006 17,879 14,018 9,720 16,745 3,063 979 2,368 20 64,792
2007 19,029 14,856 9,708 18,363 3,247 1,054 2,225 22 68,505
2008 20,422 12,721 7,863 24,125 3,454 1,043 2,178 18 71,824
2009 21,537 9,794 6,210 27,289 3,607 1,182 2,240 18 71,878
2010 22,520 10,349 8,124 29,744 3,664 1,200 2,554 19 78,175
2011 23,519 11,434 9,027 32,167 3,732 1,244 2,684 7 83,814
2012 25,288 11,537 11,034 31,377 3,894 1,442 2,759 9 87,340
2013 26,759 11,153 9,797 23,364 4,009 1,448 2,650 9 79,190
2014 29,021 12,464 14,516 24,517 4,093 1,527 2,607 12 88,758
2015 28,440 12,358 8,965 22,667 4,190 1,509 2,531 21 80,681
2016 28,239 11,873 10,665 19,005 4,485 1,576 2,523 35 78,399
2017 28,836 11,423 12,445 19,350 4,540 1,502 2,639 32 80,768
2018 29,371 11,624 12,858 18,932 4,558 1,621 2,761 34 81,759

* Em MWh

Fonte: Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente

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