Slider

Alcir Zago

De janeiro a abril deste ano o município de Bariri registrou saldo negativo de 301 postos de trabalho formal. Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.

Ao todo, em Bariri houve 892 contratações no primeiro quadrimestre e 1.193 demissões (confira o quadro). Em Boraceia o saldo ficou negativo em seis postos de trabalho e em Itaju o saldo foi positivo em cinco vagas (confira os quadros).

No mesmo período de 2019, em Bariri, foram admitidos 1.120 trabalhadores com carteira assinada e dispensados 1.131, registrando saldo negativo de 11 vagas.

Parte das perdas deve-se às dispensas em janeiro deste ano no setor agropecuário. Outra parcela tem relação direta com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

No primeiro mês do ano o setor agropecuário de Bariri teve saldo negativo de 206 vagas, sendo 25 contratações e 231 desligamentos.

A área de administração pública registrou saldo negativo de 43 vagas. As demissões de servidores comissionados ocorreram na prefeitura por causa de ação judicial.

Em fevereiro o setor comercial perdeu 17 vagas de emprego formal. Os demais mantiveram o equilibro entre admissões e demissões.

Em março a indústria da transformação teve queda de 52 vagas (considerando a diferença entre contratações e demissões). Naquele mês comércio contratou mais que desligou, num total de 11 vagas.

Em meados daquele mês o Brasil começou a adotar medidas para o enfrentamento da Covid-19. Para manter o distanciamento social entre as pessoas houve restrições ao atendimento por setores não essenciais. A redução nas compras afetou diretamente o setor industrial.

Em abril a indústria voltou a demitir mais que contratar. O saldo negativo foi de 42 vagas.

Também foram registradas perdas no comércio (saldo negativo de 36 postos), alojamento e alimentação (13 a menos) e transporte, armazenagem e correio (saldo negativo de 12).

 

Movimentação do emprego formal em Bariri em 2020

 

Mês              Admissão       Demissão        Saldo

Janeiro          267                  499                  -232

Fevereiro      263                  226                  37

Março           226                  236                  -10

Abril             136                  232                  -96

Total            892                  1.193               -301

 

Fonte: Caged

 

Queda nas admissões influencia saldo

 

Dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que a queda no número de contratações contribuiu de forma expressiva para o saldo negativo de empregos formais nos primeiros quatro meses do ano.

Em abril do ano passado, o Caged teve saldo de +129.601 postos de trabalho com carteira assinada, resultado de 1.374.628 admissões e 1.245.071 demissões. No mesmo mês de 2020, as contratações ficaram em 598.596 e número de desligamentos chegou a 1.459.099, gerando um resultado de -860.503 empregos.

Ou seja, enquanto as demissões tiveram um incremento de 17,2%, as admissões caíram 56,5% na comparação abril de 2019 com o mesmo mês deste ano. Em valores nominais, São Paulo teve o pior desempenho, com -260.902. O estado é seguido por Minas Gerais (-88.298), Rio de Janeiro (-83.626) e Rio Grande do Sul (-74.686).

De janeiro a abril de 2020, houve 4.999.981 admissões e 5.763.213 demissões no País, com resultado de -763.232. No primeiro quadrimestre de 2019, o Caged registrou 5.529.457 admissões e 5.215.622 demissões, com um saldo positivo de 313.835. Ou seja, as admissões caíram 9,6% e as demissões subiram 10,5% no intervalo de um ano.

 

Manutenção de empregos

 

Desde 1º de abril, data da edição pelo governo federal da Medida Provisória 936/2020, que criou o Programa Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda, foram preservados mais de 8,1 milhões de empregos no País.

O programa prevê que os trabalhadores que tiverem jornada reduzida ou contrato suspenso e ainda auxílio emergencial para trabalhadores intermitentes com contrato de trabalho formalizado receberão o Benefício Emergencial de Preservação da Renda e do Emprego (BEm).

 

Mudanças

 

Esta é a primeira divulgação do Caged após o preenchimento de informações da base de dados passar para o Sistema de Escrituração Fiscal Digital das Obrigações Fiscais Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial).

Com a mudança, o cumprimento de 13 obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas fica centralizado em um só sistema e aumenta a qualidade da informação e há aperfeiçoamento do registro administrativo. Para saber mais acesse o Resumo Executivo – Divulgação das estatísticas mensais do emprego formal.

Uma inovação do Novo Caged é o agrupamento de setores da economia. Até dezembro passado, eram oito: Comércio, Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP), Extrativa Mineral, Administração Pública, Agropecuária, Construção Civil, Indústria de Transformação e Serviços.

Agora, os dados estarão na mesma divisão feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São eles: Comércio, Serviços, Indústria Geral, Construção Civil e Agricultura. No intervalo de janeiro a abril de 2020, Agricultura teve saldo positivo de 10.032, resultado de 275.464 contratações e 265.432 demissões. O resultado da Construção Civil ficou negativo em -21.837. Comércio teve -342.748, Serviços -280.716 e Indústria -127.886.

 

Fonte: Ministério da Economia