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Em Bariri, alta em produtos da cesta básica chegou a 25% – Robertinho Coletta/Candeia

Produtos essenciais na cesta básica do brasileiro, como arroz e feijão, registram alta acumulada de mais de 20% em 2020.

Os dados da Associação Paulista de Supermercados (Apas) mostram que, entre os meses de julho do ano passado e deste ano, o preço do feijão teve um aumento de 48%, sendo 23% somente entre janeiro e julho.

O arroz subiu 25% nos últimos 12 meses – 21% em 2020. O leite registrou 18% de aumento em comparação a julho do ano passado e 21% apenas neste ano. O óleo de soja também teve uma elevação média de 23% no valor.

 

Bariri

 

Em Bariri não foi diferente. Vários leitores entraram em contato com o Candeia para relatar o aumento de preços nos itens básicos.

Dois supermercadistas ouvidos pela reportagem confirmaram a alta, que segundo eles teve início há cerca de três semanas no município.

Segundo eles, o aumento vem dos produtores, e ocorre por duas razões.

Eles entendem que com a alta do preço do dólar, o Brasil passou a exportar muito mais esses produtos e a importar menos, já que o real está desvalorizado, gerando um desequilíbrio interno.

O setor também acredita que a liberação do auxílio emergencial e a diminuição da alimentação fora do lar tenham feito com que a demanda crescesse e o preço subisse.

Frente a isso, donos de supermercado afirmam que estão operando com margem baixa, ou até mesmo sem lucro. “O óleo de cozinha, por exemplo, o preço de venda na gôndola não paga a reposição de estoque”, afirmou um deles.

Além disso, eles afirmam que estão com dificuldade em encontrar os produtos para compra. “Já registramos diminuição aproximada de 20% no consumo”, informam. Segundo eles, a inflação da cesta básica no supermercados de Bariri deve ficar em torno de 15%.

 

Carnes

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Carnes também registraram aumento de até 35% no município – Robertinho Coletta/Candeia

Representantes do ramo de carnes ouvidos pela reportagem também confirmaram a alta de preços no município.

De acordo com levantamento do jornal, no ramo que processa e vende carne suína e derivados, o aumento da matéria prima começou gradativamente desde o início da pandemia, e hoje esta em torno de 35%.

Segundo fonte ouvida, uma das justificativa dos produtores é aumento no preço do milho e da soja, alimentos dos animais. Mesmo assim, a escassez de grãos para compra. “Tem criador já sem ter como tratar o rebanho”, afirmou.

Com relação à carne bovina, a situação é parecida. “O custo do trato dos animais subiu cerca de 50% durante a pandemia, e o preço final do animal para os frigoríficos chegou aumentar 35%”, afirmou fonte ouvida pela reportagem.

Segundo ela, nesta semana, a arroba do boi chegou a média de R$ 250, recorde para o setor. “Nunca havia visto isto antes”, afirmou.

Representantes do ramo informaram também dificuldade em encontrar outros itens relacionados ao negócio, como cobre, papelão, plástico para embalagens, entre outros.