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Uma das principais atrações da comemoração do 132º aniversário de emancipação política de Bariri é a Banda Marcial Municipal Alexandre Giuliano Gallo, que comemora 25 anos de existência.
Para comentar a data, o Candeia entrevistou o coreógrafo Marcio Antônio Pereira, que tem a vida e a profissão atreladas à trajetória da agremiação.
Seu relato comprova que o Jubileu de Prata da Banda Marcial – que se divide em parte musical e linha de frente (corpo coreográfico) -, é marcado por muitas lutas e desafios e, também, por grandes conquistas e o orgulho de representar – com muito estilo – o nome de Bariri.
Marcio começou como músico (trompetista) da banda, mas foi como coreógrafo da linha de frente que se destacou e fez história. Ele conta que quando foi fundada em 1992, a banda não contava com corpo coreográfico. Em 1995, quando ainda integrava a parte musical, a banda participava pela primeira vez de um concurso, no município de Caieiras (SP).
Lá enxergou realidade diferente da de Bariri: as bandas eram completas, com balizas, balizadores, comandante-mor, corpos coreográficos, de diferentes estilos e poéticas. “Fiquei deslumbrado à primeira vista. Voltando da viagem, as imagens não saiam do meu pensamento, então decidi: Eu sei fazer isso”, relata.
Correu atrás de estudos e pesquisas sobre corpo coreográfico de bandas, mas nada existia. “Aquelas pessoas com excelente trabalho eu vi que eram autodidatas”, concluiu. Mas, não desistiu. Sabia que tinha que encontrar um caminho e, ainda em 1996, iniciou os primeiros ensaios.
Em 1997, através de uma parceria entre a EE Prof°ª Ephigênia Cardoso Machado Fortunato e a Prefeitura de Bariri, a agremiação municipal se tornou a Banda Marcial Alexandre Giuliano Gallo. Assim denominada, em homenagem a um entusiasta do meio musical e de fanfarras em Bariri, que era aluno daquela unidade de ensino e que faleceu tragicamente em um acidente automobilístico.
Foi no mesmo ano que o corpo coreográfico estreou e já com vitória: pela primeira vez em um concurso, obteve a primeira colocação nas eliminatórias regionais e o terceiro lugar na final estadual, realizada na cidade de Guaratinguetá (SP).
Márcio conta que aos poucos o grupo foi tomando forma e estilo próprio que – pelos padrões da época – era ousado e original. Não demorou muito para ser conhecido e reconhecido no universo das bandas marciais. “Foram 18 títulos estaduais e 12 campeonatos nacionais, realizados em diversos estados, como Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso e no Distrito Federal”, relata.
Destaca, inclusive, que devido à localização e distância, em muitas finais nacionais, a Banda Marcial não conseguiu comparecer, após grandes atuações em eliminatórias. É o caso das disputas no Norte e Nordeste do país.
Cada vez mais, o corpo coreográfico se estabelecia como soberano em âmbito nacional, servindo de exemplo e inspiração para muitas corporações. “Acredito que o sucesso veio com muito trabalho, luta, persistência e apoio total dos pais e da comunidade”, pondera.
Características que, segundo ele, permanecem até hoje. Relata que sempre tem um grupo de alunos que o ajuda nas tarefas diárias, como conservação de uniformes, adereços e aprendizagem de novos componentes. “Quando perguntam: Márcio, qual o segredo de vocês? Então eu respondo: eu tenho grupo, tenho uma equipe, sem eles nada seria possível”, ressalta.
Diz que, neste 16 de junho de 2022, quando a banda comemora os 25 anos de atuação em Bariri, reforça a importância da agremiação em sua trajetória. “Fiz do corpo coreográfico um projeto de vida. Não me arrependo de nada, faria tudo de novo”, comenta.
Tem certeza de que ele e a banda mudaram a vida de muitos jovens e adolescentes. “Eles aprenderam a sonhar alto, mirar no sucesso, com ordem, disciplina e regras, tendo respeito ao diferente e à valorização do ser humano em primeiro lugar”, relata.
Diz que, atualmente, recebe filhos de ex-alunos e companheiros de linha de frente, inclusive mães que voltaram a fazer parte do grupo e trouxeram os filhos. “Tenho um sentimento enorme de gratidão pela vida, saudades dos que se foram e nunca mais encontrei”, finaliza emocionado.

A banda já conquistou 18 títulos estaduais e 12 campeonatos nacionais, realizados em diversos estados do País

Aos poucos o grupo foi tomando forma e estilo próprio que – pelos padrões da época – foi considerado ousado e original

A participação na banda mudou a vida de muitos jovens e adolescentes de Bariri.

Da redação