
Arquivo/Candeia
A Fundação Seade, órgão ligado ao governo estadual, disponibilizou recentemente taxas de mortalidade por municípios paulistas.
O Candeia fez levantamento do período entre 2010 e 2020 de Bariri e da média do Estado de São Paulo.
A taxa geral de mortalidade é maior no município em comparação aos 645 municípios paulistas, isso em todos os anos da década passada (confira quadros).
O levantamento diz respeito ao Seade Mortalidade, que contempla indicadores elaborados a partir de estatísticas vitais e projeções populacionais produzidas pela Fundação Seade.
Com ele, é possível acompanhar a evolução da mortalidade por faixas etárias e caracterizar os diferenciais geográficos. Esses indicadores são subsídios importantes para monitorar e aperfeiçoar políticas públicas.
De acordo com a Fundação Seade, as taxas de mortalidade são calculadas por 1.000 habitantes.
Tomando como exemplo as mortes em Bariri no ano de 2019. Ao todo, naquele ano foram registrados 287 óbitos no município. Multiplicando 287 por 1.000 e dividindo pela população no período (33.765 habitantes) chega-se à taxa de mortalidade de 8,5.
No caso da taxa de mortalidade por faixa etária, é preciso fazer o cálculo considerando a população nessa mesma faixa etária e não o total da população.
Nesse período de 10 anos Bariri teve menos mortes em 2011 (250 mortes). Sem considerar o ano passado, o maior quantitativo ocorreu em 2019 (287 óbitos).
A consideração é feita porque 2020 foi o primeiro ano da pandemia do novo coronavírus. No ano passado ocorreram 326 mortes em Bariri, com taxa de mortalidade de 9,6. Na média estadual chegou a 7,8.
Estado
De acordo com a Fundação Seade, a mortalidade da população residente no Estado de São Paulo apresentou expressiva mudança em 2020: em relação a 2019 aumentou 12%.
O total de óbitos, com base nas estatísticas do registro civil produzidas pelo Seade, chega a 339,9 mil eventos. São 36,8 mil mortes a mais do que em 2019.
Na comparação com o ano anterior, o volume de mortes havia aumentado apenas 1,8% entre 2018/2019.
A pandemia da Covid-19 foi decisiva no aumento das mortes observadas a partir de março de 2020. Embora todos os meses a partir de março tenham apresentado aumentos nos totais de óbitos em relação a 2019, vale destacar os meses de maio e agosto, cujo acréscimo foi superior a 20%, registrando mais de 32 mil mortes em cada mês.
A distribuição mensal dos óbitos apresenta tendência sazonal semelhante aos anos anteriores, com volumes maiores nos meses mais frios.
Taxa de mortalidade em Bariri*
Ano 0 a 14 anos 15 a 29 anos 30 a 44 anos 45 a 59 anos acima de 60 anos Taxa geral
2010 0,7 0,8 1,9 6,6 44,3 8,7
2011 2,0 1,6 1,8 5,8 36,8 7,9
2012 1,9 1,0 3,2 7,9 37,4 8,6
2013 1,1 0,6 3,0 6,6 40,6 8,6
2014 1,0 0,9 1,8 7,7 38,8 8,4
2015 0,7 0,5 2,2 6,8 38,0 8,1
2016 1,0 0,3 1,2 5,8 40,4 8,2
2017 1,2 0,9 2,1 5,7 38,1 8,4
2018 1,2 0,6 1,7 4,6 36,9 7,9
2019 1,7 0,5 1,7 6,5 37,1 8,5
2020 0,3 0,9 2,0 6,9 42,4 9,6
(*) Por mil habitantes
Fonte: Fundação Seade
Taxa de mortalidade no Estado de SP*
Ano 0 a 14 anos 15 a 29 anos 30 a 44 anos 45 a 59 anos acima de 60 anos Taxa geral
2010 1,1 1,1 2,1 6,6 36,4 6,4
2011 1,1 1,1 2,1 6,6 36,1 6,5
2012 1,1 1,1 2,1 6,4 35,1 6,4
2013 1,1 1,1 2,0 6,4 35,0 6,5
2014 1,1 1,1 2,0 6,1 34,9 6,6
2015 1,0 1,0 1,9 6,0 34,8 6,6
2016 1,0 0,9 1,8 6,1 35,0 6,8
2017 1,0 0,9 1,8 5,7 34,3 6,8
2018 1,0 0,9 1,7 5,7 33,7 6,8
2019 1,0 0,9 1,7 5,5 33,5 6,8
2020 0,8 1,0 2,0 6,4 37,1 7,8
(*) Por mil habitantes
Fonte: Fundação Seade
























