Composição 1_1
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Com criatividade e inovação, donos de estabelecimentos mudaram a forma de atender aos clientes como forma de sobrevivência – Divulgação

Vários setores econômicos foram impactados pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Um deles foi a área gastronômica.

Com criatividade e inovação, donos de estabelecimentos mudaram a forma de atender aos clientes como forma de sobrevivência. Afinal, decretos estadual e municipal não permitiam até há pouco tempo o atendimento presencial no interior dos locais.

Agora as normais legais contemplam o atendimento presencial aos consumidores com uma série de medidas de distanciamento e higiene, mas mesmo assim o foco continua no delivery.

No caso do Restaurante Pimenta Vermelha, a proprietária, Lucilene Rocha Lima Sevalho, diz que ainda não colocou os jogos de mesas para o consumo no interior do local. Ela pretende avaliar a situação, mas por enquanto vai focar nas marmitas.

No Restaurante Recreio o atendimento presencial é preferencialmente com opções de variados pratos feitos e pratos comerciais (produtos separados em pratos diferentes) por causa da vedação legal quanto à disponibilização de self-service.

“Entendemos que o combate ao novo coranavírus ainda não acabou e, baseado nisso, permanecemos com nosso atendimento via telefone e redes sociais, realizando o serviço de entrega até nossos clientes”, comenta Igor Marcel Stefanuto, proprietário do estabelecimento.

Para Fernando De Vito, do Armazém D’Vitto, a procura está grande dentro da nova capacidade, mas ele nota que muitas pessoas ainda têm receio de sair de casa. No atendimento presencial da casa o cardápio físico foi substituído pelo digital. Assim, a pessoa recebe o menu no próprio celular.

 

Adaptação

 

Com as restrições impostas pela pandemia, Igor diz que a empresa cumpriu fielmente as normas do poder público, incluindo a higiene no preparo e entrega de produtos.

O foco foi no atendimento dos consumidores pelo telefone e redes sociais. “Nossos colaboradores seguiram todas as recomendações legais de distanciamento social e higienização, tanto do ambiente quando a pessoal, assegurando-nos de que nossos clientes ficariam protegidos e satisfeitos com nosso atendimento”, diz ele.

O mesmo problema foi enfrentado pelo Restaurante Pimenta Vermelha. Lucilene lembra que a primeira semana de fechamento, no início de março, foi de muita dificuldade. Isso porque o cliente chegava para almoçar e encontrava o estabelecimento sem mesas e cadeiras para o atendimento.

A solução encontrada pelo Pimenta Vermelha foi o preparo de marmitas. Segundo Lucilene, muitas pessoas preferiram ir ao local para escolher os itens do prato. Outras decidiram telefonar e pedir a entrega em domicílio. “Tivemos um bom retorno”, comemora a proprietária.

Quem também precisou se adaptar à pandemia foi o Armazém D’Vitto, que durante aproximadamente cinco meses com as portas fechadas precisou investir no delivery. “Não tínhamos isso na casa; foi uma grande readaptação”, diz Fernando.

“Nos adaptamos ao novo, começamos atendimento via delivery. O que nos manteve vivos e nos reestruturamos para conseguir fazer da melhor maneira possível sem perder a qualidade e agregando novos pratos que deram muito resultado”, complementa ele.