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Representantes da prefeitura, da Câmara Municipal e da Ordem dos Advogados do Brasil – Alcir Zago/Candeia

Familiares de Mariana Forti Bazza presentes ao evento na Casa da Mulher, que fica na Rua Campos Salles, 632 – Alcir Zago/Candeia

Com a presença de políticos, servidores públicos municipais, representantes da subsecção de Bariri Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de conselhos e familiares de Mariana Forti Bazza, estudante morta em setembro de 2019, foi inaugurada na manhã de terça-feira (29) a Casa da Mulher que leva o nome da jovem.

A unidade foi instalada em prédio situado na Rua Campos Salles, 632, onde funcionava a Unidade de Atendimento Psicossocial (Uaps).

O evento contou com a execução dos hinos do Brasil e de Bariri e pronunciamentos dos vereadores Ricardo Prearo (PDT) e João Luis Munhoz (PSDB), de Carlos Roberto Vital Vianna, pai de Jefferson, que namorava a jovem estudante, da diretora municipal da Saúde, Renata Cristina dos Santos Cilli, e do prefeito Francisco Leoni Neto (PSDB).

Os discursos destacaram a importância do serviço ligado à área da Saúde para o enfrentamento da violência contra a mulher, a acolhida do público feminino e a iniciativa de homenagear a jovem, cuja morte teve ampla repercussão nacional e até internacional.

Também houve apresentação musical por Ana Clara Cunha, que cantou música em homenagem a Mariana, bênção do pastor Edcarlos Pereira dos Santos e descerramento da placa inaugural.

O projeto que denomina a Casa da Mulher de Mariana Forti Bazza foi uma iniciativa do vereador João Luis Munhoz (PSDB). O Legislativo aprovou a proposta na sessão de 7 de dezembro, por unanimidade.

O serviço tem como público alvo mulheres em situação de vulnerabilidade e violência. O objetivo é oferecer atendimento humanizado, onde ‘escuta e cuidado’ resultem de ‘acolhimento’ às diversas demandas decorrentes da violência.

O local vai contar com equipe multidisciplinar, que dispõe de enfermeira responsável, psicólogo, agente administrativo, além de integrantes do programa de planejamento familiar, mantido pela própria rede municipal. Médicos da rede municipal também darão atendimento.

A ideia é enfrentar as fragilidades decorrentes da situação de violência através de oficinas, rodas de conversa e temas transversais.

Presente à solenidade, o prefeito eleito de Bariri, Abelardo Maurício Martins Simões Filho (MDB), foi cobrado publicamente diversas vezes para que mantenha o serviço em funcionamento. A posse dele como chefe do Executivo estava marcada para ontem, dia 1º. A inauguração de terça-feira (29) foi o último ato público do governo Neto Leoni.

 

Crime hediondo

 

A homenagem do Legislativo relembra um crime hediondo da história de Bariri. Mariana desapareceu após sair da academia onde frequentava, no dia 24 de setembro de 2019, e receber ajuda de Rodrigo Pereira Alves, condenado pelo crime, para trocar o pneu do carro. Ela foi encontrada morta um dia depois em uma área de canavial em Ibitinga.

Rodrigo foi preso em Itápolis (SP) no mesmo dia do crime. Em agosto de 2020, ele foi condenado a 40 anos de prisão por latrocínio, estupro e ocultação de cadáver. Ele está preso na Penitenciária II de Serra Azul, onde deve cumprir a pena. Rodrigo é multirreincidente. Ele havia saído da cadeia cerca de 30 dias antes de matar Mariana.

É a segunda homenagem que a jovem recebe da Câmara de Vereadores de Bariri. No final de 2019, solenidade marcou o descerramento de placa que dá nome “Mariana Forti Bazza – por onde for floresça” à ilha e passarela do Lago Municipal de Bariri, principal cartão postal da cidade.