
Silvia, Airton e Luciana: Prefeitura pretende atender 120 crianças e adolescentes do Espaço Amigo e mais 40 da Creche Madre Leônia no projeto (Alcir Zago/Candeia)
O prefeito Airton Luis Pegoraro (Avante) afirmou que o município ficará responsável, a partir de 2026, pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), desde 2022 mantido pela entidade Lar, Amor e Vida (LAV).
Ele falou sobre o assunto na tarde de terça-feira (2) em coletiva de imprensa no Paço Municipal 16 de Junho, ao lado das diretoras Luciana Bussi Cândido (Assistência Social) e Silvia Cândido (Finanças).
Airton comentou que, diferentemente de outras entidades, o chamamento público para o SCFV é diferenciado por considerar num mesmo projeto servidores públicos municipais (motoristas, merendeiras e outros) e funcionários contratados pela Organização da Sociedade Civil (OSC).
O prefeito alegou, também, que o fato de a administração municipal assumir o serviço trará economia aos cofres públicos.
Segundo ele, na atualidade o Executivo repassa R$ 396 mil por ano à LAV. O pedido da entidade para 2026 foi de R$ 477 mil. Nas contas do governo municipal, o valor de R$ 374 mil será suficiente para manter o projeto a partir do ano que vem no comparativo com o que é transferido atualmente para a OSC. Esse custo não leva em conta o que já é de responsabilidade do município.
Na sessão de segunda-feira (1º) foi protocolado projeto de lei para elevar dois cargos de agente administrativo, dois de assistente social e um de psicólogo. Airton comentou na coletiva de imprensa que pretende contratar cinco orientadores de projetos sociais de forma efetiva.
A LAV questiona a economia de recursos financeiros informada pelo Executivo. O principal motivo é que a estrutura de recursos humanos apresentada pela administração municipal para manter o projeto contém menos profissionais que os 11 mantidos atualmente pela entidade.
Na coletiva, o prefeito contou que conversou com motoristas que transportam crianças e adolescentes ao serviço. O relato feito a ele pelos profissionais é que, quando todos se dirigem ao antigo Espaço Amigo, o montante chega a 120, quantia menor que o apresentado pela OSC.
Em relação ao horário de atendimento, são três horas no período da manhã e três horas à tarde. Luciana Bussi destacou na reunião que o serviço não diz respeito a contraturno escolar, com vínculo na área educacional, mas que se trata de um projeto da Assistência Social.
A administração municipal pretende atender no projeto as 120 crianças e adolescentes de 6 a 15 anos e também as 40 que atualmente frequentam a Creche Madre Leônia no período do contraturno. A direção da unidade já informou que no ano que vem não irá atender esse público. Em contrapartida, o Executivo repassará um valor menor à entidade.
























