
Jovem de 16 anos se alimenta por líquido devido a lesões na boca e continua a reclamar de dores de cabeça (Foto Cedida pela família)
A agressão a um estudante de 16 anos, registrada na tarde de segunda-feira (23), nas imediações da Escola Estadual Professora Idalina Vianna Ferro, em Bariri, passou a ser investigada pela Polícia Civil e também é alvo de apuração do Ministério Público (MP).
De acordo com o delegado André Luiz Ferreira de Almeida, a ocorrência foi apresentada pela Polícia Militar na Delegacia de Polícia. A partir disso, foi instaurado procedimento investigativo para esclarecer os fatos.
Segundo o delegado, serão ouvidas todas as partes envolvidas, incluindo testemunhas. Também estão previstas oitivas dos adolescentes, que deverão ocorrer com acompanhamento dos pais ou responsáveis, a fim de compreender a dinâmica do ocorrido. A Polícia Civil ainda aguarda os laudos médicos para avaliar a extensão das lesões sofridas pela vítima.
Paralelamente, a Promotoria de Justiça informou que instaurou procedimento próprio para apurar com rigor as agressões noticiadas, bem como uma possível omissão da rede de proteção. “O Ministério Público instaurou procedimento próprio para a rigorosa apuração das agressões noticiadas e alegada omissão da rede de proteção”, destacou o órgão em nota.
O Conselho Tutelar de Bariri também acompanha o caso. Segundo o coordenador João de Barros Neto, já foi realizada reunião com a direção da escola e com a mãe do adolescente agredido. Medidas de proteção foram adotadas e o caso segue em apuração quanto a eventual ato infracional.
A briga ocorreu em uma praça próxima à escola. A família da vítima registrou boletim de ocorrência, o que formalizou o início das investigações.
Estado de saúde
O estudante agredido precisou de atendimento médico e foi inicialmente socorrido à Santa Casa de Bariri, sendo posteriormente transferido para a Santa Casa de Jaú, onde realizou exame de tomografia na cabeça. O resultado não apontou lesões no crânio.
Conforme a mãe, o desentendimento teria começado durante o intervalo escolar, quando o jovem acionou o extintor de incêndio e acabou atingindo outro aluno. Após o episódio, colegas teriam dito que resolveriam a situação na saída.
Do lado de fora da escola, o adolescente foi surpreendido e agredido com um soco no rosto, chegando a desmaiar. Na sequência, segundo a família, outros dois alunos também participaram das agressões.
Uma mãe que passava pelo local prestou socorro e levou o jovem ao pronto-socorro. Devido a vômitos e dores intensas, ele foi transferido para Jaú, onde passou por exames.
Posicionamento da Educação
Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), por meio da Unidade Regional de Ensino (URE) de Jaú, informou que repudia qualquer forma de agressão, dentro ou fora do ambiente escolar.
Segundo o órgão, assim que a escola tomou conhecimento do desentendimento — ocorrido fora da unidade — foram adotadas providências imediatas, incluindo apuração preliminar e contato com as famílias dos alunos envolvidos.
O caso foi inserido no Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva), e há acompanhamento disponível por meio do Programa Psicólogos nas Escolas. A URE de Jaú e a direção da escola permanecem à disposição para esclarecimentos.
























