
Prefeito Airton Pegoraro ao lado do governador Tarcísio de Freitas durante evento em Bauru em que foi anunciado o início das obras (Divulgação/Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística)
O Governo de São Paulo autorizou, durante a Caravana 3D em Bauru, o início das obras do atracadouro de espera da eclusa de Bariri, empreendimento estratégico para aumentar a eficiência operacional da navegação na Hidrovia Tietê-Paraná.
A eclusa é vinculada ao município de Bariri. Já a Usina Hidrelétrica Álvaro de Souza Lima, hoje pertencente à Auren Energia, tem como domicílio fiscal o município de Boraceia. A mudança ocorreu em 2005, quando a AES Tietê transferiu o domicílio fiscal de Bariri para Boraceia. Após uma disputa judicial, ficou estabelecido que o aspecto territorial das turbinas pertencia a Boraceia, alterando o domicílio tributário.
A retomada das obras integra o conjunto de investimentos contínuos realizados pelo Estado para ampliar a capacidade operacional da hidrovia, considerada um dos principais corredores logísticos do país para o transporte de cargas e o escoamento da produção agrícola. As ações buscam consolidar o modal hidroviário como alternativa eficiente, segura e ambientalmente sustentável, reduzindo custos logísticos e emissões de poluentes.
As obras do atracadouro de espera da eclusa de Bariri têm início previsto para junho deste ano, após a emissão da ordem de serviço pelo Governo do Estado. Com investimento de R$ 65,5 milhões, o prazo de execução previsto é de 12 meses.
A obra
A obra vai criar novas estruturas de apoio para as embarcações de carga que passam pela eclusa de Bariri, uma das mais movimentadas da Hidrovia Tietê-Paraná. O projeto prevê a instalação de cinco estruturas de atracação, além da ampliação do muro-guia e da criação de novos pontos de espera próximos à eclusa, o que deve tornar a navegação mais rápida e eficiente.
Hoje, os comboios que circulam pela hidrovia — conjuntos formados por embarcações de carga puxadas por um barco responsável pela movimentação — precisam ser separados para conseguir atravessar a eclusa. Como os pontos de espera ficam distantes da estrutura, as embarcações percorrem trajetos maiores durante a operação, aumentando o tempo da travessia e reduzindo a eficiência do transporte.
Com os novos atracadouros, a distância entre os pontos de espera será reduzida de cerca de 6,1 quilômetros para aproximadamente 600 metros. A expectativa é que o tempo de passagem de um comboio tipo Duplo Tietê — modelo composto por quatro embarcações de carga divididas em dois grupos e conduzidas por um empurrador — caia de aproximadamente 3,5 horas para 2,3 horas. Na prática, a intervenção deve agilizar a navegação, aumentar a segurança das operações e reduzir os custos do transporte hidroviário.
Modernização
A eclusa de Bariri, localizada no rio Tietê entre os municípios de Bariri e Boraceia, é a que registra o maior número de passagens de embarcações da Hidrovia Tietê-Paraná. Por isso, a implantação dos novos atracadouros de espera é considerada estratégica para aumentar a fluidez da navegação, reduzir o tempo das operações e ampliar a eficiência do transporte hidroviário paulista.
A retomada das obras em Bariri faz parte de um conjunto de investimentos do Governo de São Paulo voltados à modernização e ampliação da capacidade da Hidrovia Tietê-Paraná. Entre as principais intervenções em andamento está a ampliação do canal de Nova Avanhandava, que já ultrapassou 97% de execução e tem entrega prevista pelo Estado para junho de 2026.
Com investimento de R$ 299 milhões, a obra vai ampliar a capacidade de navegação no trecho paulista da hidrovia e fortalecer o corredor logístico utilizado para o escoamento da produção agrícola e industrial. A expectativa é que a capacidade de transporte hidroviário seja triplicada, passando de cerca de 2,5 milhões para até 7 milhões de toneladas por ano.
Além dos ganhos logísticos, a intervenção também gera impacto direto na economia regional, com cerca de 250 empregos diretos — dados atualizados em abril de 2026 — e aproximadamente 750 indiretos ao longo da cadeia produtiva. (Fonte: Assessoria de Comunicação da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística)
























