
Em relação às despesas, os setores de Educação (R$ 88,3 milhões) e Saúde (R$ 54 milhões) abocanham a maior parte dos recursos (Alcir Zago/Candeia)
A Câmara de Vereadores de Bariri aprovou projeto do prefeito Airton Luís Pegoraro (Avante) que estima a receita e fixa despesa do município de Bariri para o exercício financeiro de 2026.
A Lei Orçamentária (LOA) de 2026 prevê arrecadação de R$ 207.352.000,00, de forma consolidada entre a Prefeitura de Bariri, o Serviço de Água e Esgoto do Município de Bariri (Saemba). O montante é 21,3% superior ao que foi previsto para o ano de 2025 (R$ 170,9 milhões).
De acordo com o prefeito, foram destinados recursos no valor de R$ 3.331.534,87 para atendimento das emendas parlamentares individuais impositivas, correspondentes a 2% da receita corrente líquida de 2024.
A diretora de Finanças da prefeitura, Silvia Aparecida Cândido, explicou que o orçamento elaborado leva em conta a inflação do período e a variação do Produto Interno Bruto (PIB).
Há também previsão de aumento da arrecadação com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Empresa foi contratada pela prefeitura para realizar a atualização da metragem dos imóveis urbanos.
A projeção de arrecadação com o tributo municipal para o ano que vem é de R$ 2 milhões a mais em comparação a 2025. Também haverá incremento nas receitas com recursos do governo federal para construção de unidades habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida e de Unidade Básica de Saúde (UBS).
Receita e despesa
A receita estimada para o Executivo é de R$ 193,7 milhões, sendo R$ 192 milhões com a administração direta e R$ 1,698 milhão de transferência para a Câmara Municipal. Os outros R$ 13,652 milhões são provenientes de arrecadação da autarquia Saemba.
Em relação às despesas, os setores de Educação e Saúde abocanham a maior parte dos recursos. Em comparação ao atual orçamento, a primeira pasta deverá investir 22,84% a mais. Já para a Saúde o percentual é maior: 28,87%.
A Educação e a Cultura devem ter despesas de R$ 83,3 milhões, equivalente a 40,19% do orçamento. Já a Saúde deverá abocanhar R$ 54,074 milhões (28,85% do orçamento).
Assistência social
Os vereadores não apresentaram nenhuma proposta de alteração ao texto original do projeto e as comissões permanentes emitiram parecer favorável à aprovação.
Em plenário, o presidente da Casa, Ricardo Prearo (PSD), ressaltou que a LOA dá um norte à gestão municipal quanto a receita e gastos no ano, define prioridades, mas é possível, ao logo do exercício financeira haver remanejamento.
Ele concordou com a crítica feita momentos antes, pelo vereador Daniel de Oliveira Rodrigues (PP), que apontou queda de 8% na previsão de recursos direcionados à área de assistência social. “Mesmo prevendo aumento de arrecadação, o prefeito decidiu diminuir o percentual de gastos em um setor tão importante da gestão”, opinou o vereador.
Apesar das ressalvas, a Lei Orçamentária (LOA) de 2026 foi aprovada por unanimidade.
























