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Entrevista da Semana – Bariri pode ter feira de avicultura em 2022

29 out, 2021

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Ariel Antonio Mendes – “É preciso juntar tudo isso, a prefeitura de Bariri e outras prefeituras da região, o setor produtivo e os expositores, aí conseguiremos organizar um belo evento para 2022”

 

Presente ao 2º Encontro de Avicultura de Bariri e Região, realizado na quarta-feira (27) na sede da Associação dos Fornecedores de Cana da Região de Bariri (Assobari), Ariel Antonio Mendes, assessor técnico da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento, destacou que a partir do ano que vem Bariri pode ter feira destinada a esse setor econômico. Segundo ele, é preciso união de esforços entre prefeituras, setor produtivo e expositores para que o projeto aconteça de fato. Mendes concedeu entrevista ao Candeia e comentou também que ainda há espaço para o pequeno produtor e como o agronegócio pode ser opção diante do atual quadro inflacionário que atinge o País, em especial pessoas mais pobres.

 

Candeia – Qual a importância do compartilhamento de informações e do conhecimento nesse evento para os avicultores de Bariri e região?

Mendes – Estou em Bariri pela segunda vez. No ano passado estive na cidade no 1º Encontro de Avicultura. A região é um pólo importante de produção de frangos no Estado de São Paulo. Temos duas empresas integradoras aqui presentes. É um encontro voltado aos produtores. É importante termos voltado nessa forma de encontro presencial. A presença da Secretaria Estadual da Agricultura é para apoiar iniciativas como essa. Inclusive Bariri tem um projeto de transformar esse tipo de evento numa feira, incluindo outros setores e não só a avicultura. Bariri merece isso. A Assobari tem uma bela organização. É preciso juntar tudo isso, a prefeitura de Bariri e outras prefeituras da região, o setor produtivo e os expositores, aí conseguiremos organizar um belo evento para 2022.

 

Candeia – O fato de Bariri eventualmente realizar essa feira em 2022 deve-se à força regional ou localização geográfica do município no Estado?

Mendes – São as duas coisas. Primeiro, porque Bariri é um pólo importante da produção de frango de corte. Temos duas integradoras aqui com abates bastante significativos. Segundo, tem a questão geográfica, porque Bariri está localizado no centro do Estado de São Paulo. É uma questão apenas de organizar tudo isso. Tem tudo para dar certo e vai dar certo com certeza.

 

Candeia – A agricultura hoje ficou mais restrita aos médios e grandes agricultores ou o pequeno ainda tem campo para ser trabalhado?

Mendes – O pequeno ainda tem campo. No Estado do Paraná, maior produtor de frango, há novos modais de produção, com pelo menos três galpões grandes, ambiente controlado… é uma avicultura mais de ponta. O pequeno produtor ainda tem vez. A única coisa que precisa fazer é melhorar as instalações e usar as linhas de crédito disponíveis para ter um resultado melhor. A integração vive principalmente de pequenos produtores.

 

Candeia – Quando o senhor menciona financiamento, são as linhas governamentais ou da rede bancária?

Mendes – A principal linha de crédito existente é do Plano Safra, operacionalizado pelo Banco do Brasil e outros bancos. A linha Inovagro, por exemplo, foi criada anos atrás para adequar a avicultura do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina e para adequar as instalações de suínos. Isso foi tão bom que foi estendido para o restante do Brasil. Trata-se de uma linha basicamente para comprar equipamentos e para adequar instalações. No Estado de São Paulo temos na Secretaria da Agricultura o Feap, que é um fundo de apoio. Temos linhas de crédito do Desenvolve SP para pequenos produtores com juros bem mais baratos. Estamos formatando outros programas e para o ano que vem poderemos ter alguns mais específicos. Um deles é para melhoria de pastagens degradadas.

 

Candeia – Não facilita a obtenção de crédito quando produtor participa de associação ou de cooperativa?

Mendes – Sem dúvida, o segredo é exatamente esse. Por meio de cooperativa ou associação é muito mais fácil do que o produtor de forma isolada. No Brasil temos uma burocracia muito grande. O produtor tem de ter isso em mente, se organizar, porque consegue trabalhar na redução de custos. O Brasil amadureceu muito. Aquela ideia antiga da cooperativa que não funcionava, isso não existe mais. A Assobari é um bom exemplo desse trabalho, até em nível de Brasil.

 

Candeia – Vivemos um período em que a inflação preocupa. Como a agricultura e a avicultura podem melhorar a situação para o consumidor?

Mendes – Na pandemia a produção de alimentos não parou. O pior cenário seria uma crise sanitária ao lado de uma crise de abastecimento. Na Associação Paulista de Avicultura e na secretaria nos mobilizamos muito cedo para discutir protocolos junto ao governo. O setor de frigoríficos, por exemplo, se adequou. Implementamos uma série de medidas para evitar a contaminação das pessoas. Esses protocolos acabaram servindo de modelo para o mundo. Isso mostra a força do agronegócio organizado. Sobre a questão do custo de produção, é um fenômeno mundial. Isso acabou jogando os preços para um patamar superior. O milho saiu de R$ 30,00, R$ 40,00 para R$ 100,00. A tendência é continuar num patamar alto. Infelizmente com isso o preço do frango, do ovo e do suíno foi aumentado. Para o ano que vem não deve voltar aos preços de 2019, mas que fique num patamar mais razoável, de acordo com a renda do brasileiro. Nesse ponto, o frango e o ovo são fundamentais porque são proteínas baratas. Como o Brasil é um grande produtor, o consumidor brasileiro tem isso à disposição.

 

Evento conta com palestras e negócios

 

O Encontro de Avicultura surgiu há sete anos em São José do Rio Preto e, desde 2018, é responsável pela abertura da Expo Rio Preto – uma das mais importantes feiras agropecuárias do Brasil.

No ano passado o evento foi realizado pela primeira vez em Bariri, de forma virtual por causa da pandemia da Covid-19, e neste ano aconteceu com a presença de palestrantes, expositores, políticos e avicultores.

Nas duas oportunidades o encontro foi realizado na Associação dos Fornecedores de Cana da Região de Bariri (Assobari).

Estiveram no local os prefeitos de Bariri, Abelardo Maurício Martins Simões Filho (MDB), de Itapuí, Antonio Álvaro de Souza (PTB), vice-prefeito de Bariri, Fernando Foloni (Cidadania), vereadores Benedito Antonio Franchini (PTB) e Ricardo Prearo (PDT), deputado estadual Fernando Cury, assessores de deputados e diretoria da Assobari, Jô Tanganelli (presidente) e Fernando Salina (vice-presidente).

Os temas abordados no encontro foram cenários e perspectivas para a avicultura, como está o setor em São Paulo, principais cuidados na produção de frango de corte, entre outros.

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